Brasil encara o Haiti para afastar as dúvidas
- 19 de jun.
- 2 min de leitura
Após estreia decepcionante contra Marrocos, seleção de Ancelotti busca convencer diante do Haiti

Nesta sexta-feira, às 21h30min, Brasi e Haiti se encontram no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, pela segunda rodada do grupo C da Copa do Mundo. E, embora o confronto pareça daqueles que dispensam maiores preocupações para os brasileiros, a primeira semana do Mundial já ensinou que excesso de confiança pode ser perigoso.
Na estreia, a Seleção Brasileira escapou de um tropeço maior diante de Marrocos. Saiu atrás no placar, teve dificuldades para produzir e arrancou um empate graças a um imerecido gol de Vinícius Júnior. O desempenho provocou críticas ao técnico Carlo Ancelotti, questionado tanto pelas escolhas iniciais quanto pelas alterações feitas durante a partida.
O próprio treinador italiano admitiu que a equipe ficou longe do esperado. "Eu não estou satisfeito. Devemos trabalhar para melhorar, mas é normal", resumiu após o apito final.
Agora, a tendência é que o comandante promova ajustes. Contra os marroquinos, Ancelotti surpreendeu ao escalar Ibañez e Douglas Santos nas laterais e apostar em Igor Thiago como referência ofensiva. Os treinamentos realizados durante a semana apontam para o retorno do esquema 4-2-4, com Matheus Cunha ganhando espaço no ataque. Outra possível mudança envolve Casemiro. Titular em 12 dos 13 jogos sob o comando do italiano, o volante pode ceder lugar a Fabinho.
Quem continua ausente é Neymar. Convocado inicialmente sob a expectativa de estar apto para a estreia, o atacante do Santos segue em recuperação de lesão e nem sequer viajou para a Filadélfia. Nos bastidores, cresce a percepção de que sua participação na fase de grupos corre sérios riscos.
Do outro lado estará uma seleção que já realizou um feito antes mesmo de entrar em campo: voltar à Copa após 52 anos. A última participação haitiana havia sido em 1974, na Alemanha. Comandado pelo francês Sébastien Migné, que assumiu a equipe em março de 2024 e ainda não visitou o Haiti, o time mostrou organização na derrota por 1 a 0 para a Escócia. A estratégia foi clara: linhas compactas, contra-ataques e bolas levantadas na área buscando o centroavante Pierrot, dono de respeitáveis 1,94 metro de altura.
Em uma análise rápida — e até em outra mais cuidadosa — o Haiti não parece exatamente o tipo de adversário capaz de provocar insônia na torcida brasileira. O problema é que a Copa tem se especializado em desmentir previsões aparentemente óbvias. Nesta edição, os favoritos já colecionaram sustos, tropeços e alguns constrangimentos. Por isso, mais do que vencer, o Brasil precisa convencer.
Fonte- O Sul




























Comentários