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CPMI do 8 de Janeiro aprova relatório final e pede indiciamento de Bolsonaro

Com a aprovação do parecer, chega ao fim o colegiado misto

Foto: Alan Santos/Câmara dos Deputados

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou os ataques às sedes do três Poderes em 8 de janeiro aprovou, na tarde desta quarta-feira (18) pouco o relatório final que pede o indiciamento de 61 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ex-ministros do seu governo, como Walter Braga Neto, da Defesa; Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e Anderson Torres, da Justiça, também estão na lista.


Com 20 votos favoráveis, 11 contrários e uma abstenção, o documento assinado pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA) foi aprovado pelos parlamentares. Os indiciados são acusados por crimes como associação criminosa, violência política, abolição do estado democrático de direito e golpe de Estado. Com a aprovação do parecer, chega ao fim o colegiado misto.


A relatora Eliziane Gama afirmou que Bolsonaro tem “responsabilidade direta” por “grande parte dos ataques perpetrados a todas as figuras republicanas que impusessem qualquer tipo de empecilho à sua empreitada golpista”.

Gama avaliou, ainda, que Jair Bolsonaro e seu entorno “compreendiam a violência e o alcance das manifestações” golpistas e, de maneira deliberada, colocavam “mais lenha na fogueira”.


Ela defendeu, então, o indiciamento do ex-presidente pelos seguintes crimes:

associação criminosa — pena de 5 a 10 anos de reclusão, além de multa; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito — pena de 4 a 8 anos de reclusão, além de pena relacionada ao ato violento; tentativa violenta de depor governo legitimamente constituído (golpe de Estado) — pena de 4 a 12 anos de reclusão, além de pena relacionada ao ato violento; e emprego de medidas para impedir o livre exercício de direitos políticos — pena de 3 a 6 anos de reclusão, além de pena relacionada ao ato violento.


Também constam da lista de pedidos de indiciamento integrantes do GSI e da Polícia Militar do Distrito Federal e empresários que supostamente teriam financiado manifestantes contrários ao resultado das eleições do ano passado, além da deputada Carla Zambelli (PL-SP). A parlamentar reiterou, na última reunião da CPMI, ter sido indiciada sem provas e sem direito à defesa.


“O 8 de janeiro é obra do que chamamos de bolsonarismo. não foi um movimento espontâneo ou desorganizado; foi uma mobilização idealizada, planejada e preparada com antecedência. Os executores foram insuflados e arregimentados por instigadores que definiram de forma coordenada datas, percurso e estratégia de enfrentamento e ocupação dos espaços”, afirmou Eliziane Gama.

O relatório será enviado a órgãos que avaliam e decidem pela apresentação de denúncias, ou não, com base nas conclusões da comissão. Entre as instituições para as quais o documento é encaminhado estão o Ministério Público Federal e a Advocacia-Geral da União (AGU). Por lei, após o encaminhamento, o Ministério Público terá até 30 dias para dizer ao colegiado se houve adoção de medidas em relação às conclusões previstas no parecer.


Fonte: O Sul

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