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Defesa Civil de Bagé recebe mais de 80 pedidos de lonas após granizo atingir a cidade

O granizo atingiu diversas regiões do Estado entre a noite de ontem e a manhã de hoje

Foto: Miguel Pereira Ferreira / Especial / CP

Várias cidades do Rio Grande do Sul foram atingidas por temporais de granizo entre a noite de terça-feira e a manhã desta quarta-feira. Na maioria dos municípios, as pedras de gelo foram miúdas, mas em algumas regiões elas tiveram tamanho médio e causaram prejuízos, em especial, em telhados.


A Defesa Civil de Bagé recebeu mais de 80 ligações de moradores da cidade requisitando lonas para cobrir os telhados atingidos pelo granizo, após a passagem da instabilidade pelo município da região da Campanha. O órgão segue realizando o levantamento dos estragos no município.


A chuva causou a suspensão das aulas na Escola Estadual Monsenhor Costábile Hipólito. O volume de água e granizo causou alagamento das calhas que não deram vazão. Desta forma, a água entrou nas dependências da escola e impediu a realização das aulas. No Departamento de Água e Esgoto de Bagé (Daeb) uma sala ficou alagada.


“Mais de 80 pessoas estão nos solicitando lonas por causa de telhas quebradas. Estamos estudando a possibilidade de decretar emergência para facilitar o acesso a recursos estaduais e federal”, destaca o coordenador municipal da Defesa Civil, Éverton Kaupe.

Em Pelotas, no Sul do Estado, as pedras caíram em alguns lugares, como no bairro Areal, por mais de 30 minutos. Conforme o pintor automotivo, Jorge Augusto da Silva, a chuva de granizo começou por volta das 5h.


“Acordamos com o barulho das pedras e dos trovões. Só não tivemos danos no nosso carro porque protegemos com uma tela, que também usamos para proteger do sol”, disse.

Por volta das 11h, novamente caiu granizo na cidade. A Defesa Civil afirmou que as pedras tinham tamanho pequeno e não causaram danos.

Foto: Jorge Augusto da Silva / Especial / CP

Em Arambaré, na localidade de Santa Rita, que fica a 17 quilômetros do centro da cidade, cerca de 15 residências também foram atingidas. A Defesa Civil do município entregam lonas para os afetados.


Em Porto Alegre, moradores da zona Sul relataram queda de granizo leve na manhã desta quarta-feira, conforme relatos de moradores à MetSul Meteorologia.


Por volta das 13h, pedras de gelo caíram durante cinco minutos no bairro Humaitá. Apesar delas terem tamanho pequeno a miúda, destruíram plantas de moradores de um condomínio da avenida A. J. Renner. Os alarmes dos veículos da região também foram acionados com a colisão do granizo com os automóveis.

Cerca de 40 minutos depois, voltou a ocorrer precipitação na mesma área.


Também foi registrado o efeito climático na região da Cristovão Colombo.

Segundo dados da Rede Hidrometeorológica Nacional, choveu pouco mais de um milímetro na altura do Cais Mauá, no Centro Histórico da Capital, até o momento, nesta quarta. Ainda assim, foi suficiente para elevar o nível do curso d’água de 82 centímetros, nível mais baixo desde o começo de julho, para 1,26 metro em 15 horas, já que também choveu nas áreas de nascente.


A precipitação, estima o Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Simagro/Seapi), deve chegar a 9,2 milímetros na cidade ao longo desta quarta e 9,4 milímetros na quinta.


Em Charqueadas, na região Carbonífera, pedras de gelo do tamanho de bolas de gude caíram sobre o município. Já no bairro Rio Branco, em Canoas, na região Metropolitana, houve temporal de granizo no começo da madrugada da quarta-feira, segundo vídeos publicados nas redes sociais e compartilhados pela MetSul.


De acordo com a consultoria meteorológica, o motivo destas precipitações foi a passagem de uma célula isolada de temporal, que, na maior parte da Capital, causou muitas trovoadas, mas não houve transtornos maiores no município, conforme o monitoramento da Prefeitura.


Também foi registrada queda de granizo, sem danos, nas cidades de Encruzilhada do Sul, São Lourenço do Sul, Camaquã, Pedro Osório, Amaral Ferrador, Santana da Boa Vista e Rio Grande. Na cidade de Dom Feliciano, a Defesa Civil municipal realiza o levantamento dos prejuízos. Conforme a prefeitura, as atividades chegaram a ser suspensas pela manhã pela falta de energia elétrica, mas não foram registrados danos.


Em São José do Norte, o granizo causou danos em algumas residências. As famílias foram auxiliadas com lonas pela Defesa Civil municipal, que ainda avalia os prejuízos na agricultura.


Fonte: Correio do Povo

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