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"Entre confiantes e vacinados, o Inter voltou vivo do Rio de Janeiro." por Fábio Giacomelli

  • Foto do escritor: Saimon Ferreira
    Saimon Ferreira
  • 16 de ago.
  • 2 min de leitura

Inter precisa criar mais no ataque, mas prova que sabe competir até contra o melhor time do país, escreve o jornalista colorado

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Mais uma vez, vou aproveitar este espaço para falar de Jornalismo. Hoje, em especial, um pouco mais sobre a já dita teoria do Agenda-Setting, onde a imprensa não diz às pessoas o que pensar, mas influenciam sobre o que pensar.


Foi exatamente o que tentou fazer um popular comunicador da maior empresa de mídia do Rio Grande do Sul nesta semana: moldar a conversa, definir o enquadramento e, quem sabe, induzir um clima favorável ao adversário do Inter.


Na prática, ele pintou a derrota colorada por 1 a 0 no Maracanã como uma “vitória” do Inter, capaz de encher o clube de confiança e transformar o jogo da volta em mero protocolo. Usou frases como “amigos gremistas, enviem essas palavras aos seus amigos cariocas” e “não há motivo para vir à festa marcada no Palácio dos Enfeites”, numa tentativa clara de criar um enredo que o seu próprio time, lá em outubro de 2019, não conseguiu sustentar, quando foi ele quem levou cinco gols desse mesmo Flamengo. Mesmo, no CNPJ, pois hoje o time é muito superior.


O Inter, ao contrário do que aconteceu com o rival naquela ocasião, saiu do Rio de Janeiro com a eliminatória aberta. Adotou uma postura defensiva no primeiro tempo, em alguns momentos arriscada, mas que funcionou. Sofreu um único gol, fruto de uma falha de atenção, marcado por um jogador que, em tese, nem deveria estar em campo por estar sob investigação em esquemas de apostas.


A verdade é que o Inter soube sofrer. E, se formos honestos, nem sofreu tanto assim. Rochet fez duas defesas importantes e, apesar do volume flamenguista na primeira etapa ter sido intenso, não houve vantagem dilatada. A decisão está viva. Perder por um gol não decide nada. O que preocupa é que, mais uma vez, o Inter não finalizou como precisa. Para a volta, criar mais e aproveitar as chances será obrigatório.


Antes disso, há Brasileirão no fim de semana contra o mesmo Flamengo. Provavelmente, dois times recheados de reservas. Mesmo que os suplentes deles custem mais do que muitos titulares da Série A, não se pode desprezar a partida. São três pontos que podem fazer diferença em dezembro. E, sim, se me perguntarem se troco esses três pelos três da próxima quarta, assino sem pensar duas vezes.


Na montanha-russa que é ser colorado, a crença e a confiança voltaram a subir. Que na próxima sexta-feira este espaço possa dizer que seguimos na escalada e que o sonho não foi abatido, restando apenas o Campeonato Nacional para disputar. E que, caso o pior aconteça, ao menos possamos lembrar que perder por um gol, contra o melhor time do país, não é vergonha nenhuma. Vergonha é sair de campo com cinco, tentar controlar a narrativa quatro anos depois e achar que todo mundo esqueceu.


Por Fábio Giacomelli, jornalista e host do Podcast Conversas Coloradas

 
 
 

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