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Governo do RS confirma desistência de oferta de ações e pretende vender 100% da Corsan


Foto: Alina Souza

O governo do Rio Grande do Sul confirmou nesta quarta-feira a desistência de buscar um recurso da suspensão do processo de privatização da Corsan e anunciou que pretende vender 100% do capital da estatal.


O anúncio foi feito em entrevista coletiva realizada no Palácio Piratini. Dessa forma, a forma de desestatização foi modificada.


O governador Ranolfo Vieira Junior explicou que um recurso contra a decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) só iria atrasar ainda mais o processo.


"Não recorremos da decisão do TCE. Na nossa visão, um eventual recurso iria ainda levar mais tempo até o seu julgamento, que atrasaria mais e correríamos concretamente o risco de não conseguirmos efetuar esse negócio em 2022", explicou.

Já o presidente da Corsan, Roberto Barbuti, recordou os inúmeros questionamentos levantados em torno do processo de privatização da empresa.


"Ao longo desse processo nós enfrentamos aí um sem-número de questionamentos. Mas nada foi identificado no sentido que levasse a uma decisão de paralisar o processo", comentou.

Mais cedo, em comunicação de fato relevante, a desistência foi anunciada.


"Devido à complexidade da matéria, o envio de novos esclarecimentos ao TCE ou a interposição de recursos iria inviabilizar o lançamento da IPO na janela de mercado atual. Desse modo, visando a seguir conferindo transparência e confiança ao processo de privatização, tal como realizado nos demais projetos de desestatização promovidos pelo Estado do RS, o acionista controlador orientou pela não interposição de recurso à decisão proferida pelo TCE-RS".


A partir da desistência do recurso, o governo do RS e a Corsan realizarão nesta quarta um pedido de cancelamento da solicitação de registro de oferta pública de distribuição primária e secundária de ações ordinárias de emissão da companhia junto à Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”).


Dessa forma, os dois órgãos não darão prosseguimento ao pedido de listagem na B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão (“B3”), e farão ações necessárias para a alienação da integralidade das ações da Corsan em 2022.


No documento divulgado hoje, o governo do Estado reafirma a necessidade de privatização da Corsan. Uma das justificativas é a demanda de recursos para a realização de investimentos para atender as metas fixadas pelo Novo Marco Legal do Saneamento.


"A desestatização busca evitar prejuízos ao erário, na condição de acionista controlador, e viabilizar o plano de investimentos que trará enormes benefícios à sociedade gaúcha, notadamente por meio das externalidades ligadas à saúde, meio ambiente, economia, turismo, setor imobiliário e qualidade de vida e dignidade social, entre outras", relata o texto.


Fonte: Correio do Povo

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