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Homem é indiciado suspeito de publicar fotos íntimas de mulheres em site pornográfico em Santa Maria

Suspeito divulgava as imagens sem autorização das vítimas. Ex-namoradas, amigas e namoradas de amigos do investigado tiveram suas fotos íntimas e de redes sociais expostas em site adulto

Foto: Getty Images via BBC

Um homem, de 26 nos, foi indiciado pela Polícia Civil por ser suspeito de publicar fotos íntimas de 40 mulheres em um site de pornografia. O caso ocorreu em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, e foi registrado na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) da cidade, ainda em 2022. O inquérito foi concluído no dia 23 de agosto.


A identidade do homem não foi revelada pela Polícia civil. Segundo a delegada da DEAM, Elizabete Shimomura, o suspeito publicava em um site adulto imagens de ex-namoradas, de mulheres que ele tinha um relacionamento esporádico ou até mesmo desconhecidas: namoradas de amigos ou de mulheres que ele seguia em redes sociais.


Três ex-namoradas do investigado tiveram imagens, em que apareciam nuas, expostas. Em outros casos, o homem tirava print de fotos em que as demais vítimas postavam em redes sociais. Registros em que elas apareciam de biquíni, shorts ou de ensaios sensuais foram divulgados por ele no site de pornografia.


"Ele tinha várias pastas neste site. Cada uma tinha o nome de uma das vítimas, ou apelido ou até mesmo nomes pejorativos. Ele fez um álbum para cada uma delas", afirma Shimomura.

A delegada informa também, que em muitos dos registros publicados, as vítimas aparecem dormindo ou tomando banho, na casa do suspeito.


"Elas nem tinham conhecimento que ele as fotografava, naqueles momentos. Foi importante na investigação, pois elas identificaram a casa e a época do ocorrido", comenta.

O suspeito deve responder pelos crimes de difamação, violência psicológica e de divulgação de conteúdo pornográfico. A delegada explica que o suspeito foi indiciado em 15 inquéritos, pois cada crime tem uma tipificação.


Os inquéritos foram incluídos no sistema da Polícia, e conforme previsão da delegada, devem estar à disposição do Judiciário a partir de quinta-feira (31).


Vítimas se mobilizaram em grupo

A primeira a descobrir que tinha imagens suas publicadas em um site de pornografia foi a ex-namorada do suspeito. Segundo a advogada de acusação das vítimas, Renata Quartiero, ela teria recebido uma ligação informando.


"Quando ela teve acesso a esse material, começou a identificar outras mulheres que apareciam nas imagens. Elas, sozinhas, começaram a fazer a identificação das demais vítimas e se organizaram em um grupo para produzir as provas", comenta a advogada.

Quartiero conta que algumas mulheres não conseguiram participar deste processo. "Algumas delas sofreram muito em visualizar as fotos", afirma.


De acordo com a advogada, algumas vítimas tiveram que buscar auxilio psicológico


"Foi uma violência muito pesada. Fotos de muitos anos atrás de mulheres que já constituíram famílias, são professoras, isso destruiu algumas delas. Elas foram violentadas", informa Quatiero.

Fonte: G1 RS

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