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Lula sanciona orçamento de 2026 com veto a aumento do Fundo Partidário

  • Foto do escritor: Saimon Ferreira
    Saimon Ferreira
  • 2 de jan.
  • 2 min de leitura

Aprovada pelo Congresso Nacional em dezembro do ano passado, a Lei Orçamentária Anual de 2026 conta com superávit de R$ 34,5 bilhões

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quinta-feira (1º) o Orçamento de 2026 e vetou trecho que aumentaria o Fundo Partidário.


Aprovada pelo Congresso Nacional em dezembro do ano passado, a Lei Orçamentária Anual de 2026 conta com superávit de R$ 34,5 bilhões e previsão de R$ 61 bilhões para emendas parlamentares.


O trecho vetado pelo presidente trata de uma mudança no cálculo de correção dos valores destinados ao Fundo Partidário. Essas verbas são designadas às despesas cotidianas dos partidos.


A proposta do Congresso Nacional era adequar o reajuste do cálculo às regras do arcabouço fiscal, que permitem alta de até 2,5% ao ano, além da inflação. Segundo técnicos legislativos, a correção deveria custar cerca de R$ 160 milhões.


Na justificativa para o veto, o governo afirmou que a mudança contraria o interesse público já que o aumento do valor do fundo “reduz o montante destinado ao pagamento das demais despesas da Justiça Eleitoral”.


“A proposição legislativa incorre em vício de inconstitucionalidade pois, ao vincular o montante de despesas do Fundo Partidário ao crescimento real da receita de exercícios anteriores, o dispositivo promoveria o crescimento dessas despesas em patamar superior ao crescimento dos limites de despesas primárias”, completou.


Lula também vetou o pagamento dos chamados “restos a pagar” nas emendas parlamentares. O texto aprovado pelo Poder Legislativo previa o pagamento das emendas que não tinham sido pagas de 2019 a 2023.


O texto sancionado ainda prevê um aumento no Fundo Eleitoral, usado para financiar campanhas eleitorais de candidatos às eleições, para 2026. Enquanto a proposta original do governo previa o montante de R$ 1 bilhão, o projeto final aprovado pelos parlamentares aumentou para R$ 4,9 bilhões.


Dois programas sociais do governo Lula receberam cortes. Em comparação ao projeto inicial enviado pelo Executivo, o programa Auxílio Gás teve redução em cerca de R$ 300 milhões, enquanto o Pé-de-Meia caiu R$ 436 milhões. Há ainda redução em benefícios previdenciários na casa dos R$ 6,2 bilhões.


O relator-geral do Orçamento ainda promoveu cortes ao seguro-desemprego, no valor de R$ 391 milhões, e ao abono salarial, reduzindo R$ 207 milhões. Também houve cortes nos recursos destinados a bolsas de estudo no ensino superior.


Fonte: O Sul

 
 
 

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