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Partidos começam convenções para definição de candidatos para as eleições de 2022

Atualizado: 21 de jul. de 2022


Foto: Divulgação

Uma das fases mais importantes da eleição deste ano começa nesta quarta-feira (20) com o calendário de convenções. Até 5 de agosto, é o período que os partidos têm para definir e oficializar os nomes a presidente, governador, senador, deputado estadual e federal. É a partir da convenção que os concorrentes passam a ser chamados de candidatos e não mais de pré-candidatos.


A temporada de convenções no Rio Grande do Sul se inicia em meio a um cenário indefinido, já que, dos 11 pré-candidatos ao Piratini, somente três têm vices escolhidos. Sem falar nas alianças que ainda não estão fechadas.


Os pré-candidatos Luis Carlos Heinze (Progressistas), Pedro Ruas (PSol) e o advogado santa-mariense Ricardo Jobim são os únicos com suas chapas completas. Os demais aspirantes ao Piratini deixaram essas definições para o dia da convenção, em virtude das dificuldades das coligações e do próprio panorama político que se apresenta.


O calendário das reuniões partidárias será aberto nesta quarta pelo Partido Social Cristão (PSC). A sigla oficializará o empresário Roberto Argenta, que tem ligação com a Região Central, como candidato a governador.


Na convenção, também serão definidos os nomes a vice e ao Senado. Já sexta-feira, o PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, confirmará o deputado federal Onyx Lorenzoni como o nome ao Piratini, além do restante da chapa.


Final de semana cheio


No sábado, mais concorrentes serão oficializados: Beto Albuquerque, do PSB, e Ricardo Jobim, do Novo. O pré-candidato socialista até ensaiou uma aliança com PT, mas não foi adiante, já que nenhum dos partidos abriu mão de concorrer a governador.


Recentemente, Beto engatou conversas com PDT, porém, pelo menos por enquanto, não houve alguma decisão.


Já o Novo não costuma fazer alianças e concorrerá com chapa pura. O vice de Jobim é o também advogado Rafael Dresch.


O PT anunciou que oficializaria o deputado estadual Edegar Pretto como candidato ao governo do Estado neste domingo. Entretanto, no começo da noite de terça-feira (19), informou que a convenção foi transferida para 31 de julho.


Depois das tratativas frustradas com o PSB, o partido do ex-presidente Lula não definiu, ainda, os nomes a vice e ao Senado. Pelo menos um deles poderá sair do PCdoB ou do PV, legendas que formam com o PT uma federação, uma das novidades desta eleição.


O PSol, ao contrário, está com a chapa completa e lançará o vereador de Porto Alegre Pedro Ruas ao governo do Estado no domingo.


Outros partidos deixaram suas convenções para o final do mês de julho e com importantes definições para clarear mais o cenário eleitoral ao Piratini. Primeiro partido a completar sua chapa, o Progressistas confirmará, em 30 de julho, o senador Luis Carlos Heinze ao governo do Estado com a vereadora da Capital Tanise Sabino (PTB) como vice.


No mesmo dia, o PDT deverá oficializar o ex-deputado Vieira da Cunha, que ainda não tem vice, e o PSTU, a professora Rejane de Oliveira.

No dia 31 de julho, a grande incógnita deste cenário eleitoral fará sua convenção: o MDB.


O partido vive uma crise interna e está dividido entre a candidatura própria do deputado estadual Gabriel Souza e o apoio a Eduardo Leite, do PSDB, que coincidentemente faz seu encontro na mesma data.


Na noite da última segunda-feira, a Associação de Prefeitos e Vices do MDB aprovou, por ampla maioria dos presentes, posição a favor do apoio a Leite como quer a direção nacional da legenda.


Entretanto, a ala histórica, que tem entre seus integrantes os ex-governadores Pedro Simon e José Ivo Sartori, o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, e o ex-prefeito de Santa Maria e vereador da Capital Cezar Schirmer, resiste à aliança com os tucanos e, inclusive, lançou um abaixo-assinado online.


Com o apoio do Cidadania, com quem o PSDB forma uma federação, o ex-governador aguarda por um desfecho positivo do MDB a seu favor, no caso com Gabriel de seu vice.


Se isso não ocorrer, o companheiro de chapa de Leite será do União Brasil, partido que oficializou apoio ao tucano e tem, entre os atributos, maior Fundo Eleitoral e tempo de TV.


Data das convenções em solo gaúcho


Quarta-feira (20)


PSC


Sexta-feira (21)


PL e Solidariedade


Sábado (22)


PSB, Republicanos e Novo


Domingo (23)


PSol e Podemos


24 de julho


União Brasil


30 de julho


Progressistas, PDT e PSTU


31 de julho


MDB, PSDB e Cidadania (federação), PTB e PT, PCdoB e PV (federação)


1º de Agosto


PSD


Expectativa de mais candidatos no RS

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) tem a expectativa do aumento do número de candidatos em 2022 comparado ao pleito de 2018, quando um total 1.371 concorreram aos diferentes cargos no Estado.


Secretário judiciário do TRE gaúcho, Rogério da Silva de Vargas explicou que “esse incremento” no número de concorrentes é reflexo da proibição de coligações nas proporcionais, regra nova nas eleições à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa.


Nas eleições de 2020, a disputa para os legislativos municipais já ocorreu sem coligações. Conforme Vargas, o aumento registrado foi de 25%. Já para o pleito deste ano, ele afirmou que não há uma projeção de percentual.


Sobre a campanha e a eleição, o secretário Judiciário comentou que um dos grandes desafios da Justiça Eleitoral será o combate à desinformação, ou seja, a batalha contra as chamadas notícias falsas.


Chapas completas até o momento


Progressistas

Pré-candidato a governador: Senador Luis Carlos Heinze

Pré-candidato a vice: Vereadora Tanise Sabino

Pré-candidato ao Senado: Vereadora Comandante Nádia


Novo*

Pré-candidato a governador: Advogado Ricardo Jobim

Pré-candidato a vice: Advogado Rafael Dresch

PSol

Pré-candidato a governador: Vereador Pedro Ruas

Pré-candidato a vice: Professora Neiva Lazzarotto

Pré-candidato ao Senado: Vereador Roberto Robaina

*não terá candidato ao Senado


Principais presidenciáveis fazem encontros

Ao contrário do panorama gaúcho com muitas indefinições, o cenário presidencial está bem mais claro.


Pré-candidato à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dominam a polarização, como apontam as pesquisas eleitorais, embora os levantamentos sejam o retrato do momento.


Por outro lado, nenhuma terceira via conseguiu emplacar até agora, tanto com o ex-governador Ciro Gomes (PDT) quanto com a senadora Simone Tebet (MDB). Ao total, há 12 pré-candidatos ao Palácio do Planalto.


Os principais presidenciáveis realizam suas convenções no início do calendário. Ciro abre a temporada com a reunião partidária, nesta quarta-feira à tarde, em Brasília. Parte da convenção será virtual. Além do nome do ex-governador, o candidato a vice e possíveis alianças serão oficializados.


Já a chapa de Lula com o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSB) de vice será confirmada na convenção, que ocorrerá amanhã, em São Paulo. Junto, será homologada a federação entre PT, PCdoB e PV, denominada “Brasil da esperança.”


O presidente Bolsonaro, por sua vez, escolheu o Rio de Janeiro, onde é seu domicílio eleitoral, para oficializar sua candidatura à reeleição no próximo domingo. O chefe do país, que tem hoje como vice o general Hamilton Mourão (Republicanos), escolheu para companheiro de chapa nas eleições de outubro outro general: Braga Neto, que foi seu chefe da Casa Civil e ministro da Defesa.


O dia 27 de julho foi a data escolhida pelo MDB para referendar a senadora Simone Tebet, que deverá ter o apoio do PSDB. Há possibilidade de os tucanos indicarem o vice. A convenção, que será virtual, também irá aprovar as alianças em prol da emedebista.


Calendário eleitoral


De 20 de julho a 5 de agosto: período em que são confirmados os candidatos a presidente, governador, senadores, deputados, além de alianças, quando os concorrentes deixam de ser pré e passam a ser candidatos


15 de agosto: último dia para partidos, federações e coligações solicitarem registro das candidaturas na Justiça Eleitoral


16 de agosto: início da propaganda eleitoral, inclusive na internet


26 de agosto: início do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV


12 de setembro: último dia para a Justiça Eleitoral analisar os registros


29 de setembro: último dia do horário eleitoral gratuito no rádio e TV e também para realização de debates em emissoras de rádios e TVs e para reuniões públicas e comícios


2 de outubro: 1º turno das eleições


30 de outubro: 2º turno das eleições (se houver)


Fonte: Diário de Santa Maria

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