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Pelo 6º dia consecutivo, pilotos relatam 'luzes não identificadas' no céu do RS

Entre 22h52 e 23h52 desta quarta-feira (9), Central de Controle do Aeroporto Salgado Filho recebeu pelo menos cinco relatos de avistamento de luzes no céu de Porto Alegre

Foto: Reprodução

Pela sexta noite consecutiva, pilotos que sobrevoavam Porto Alegre relataram ter visto luzes "não identificadas" no céu nesta quarta-feira (9). Os avistamentos vêm ocorrendo desde a última sexta-feira (4). Entre especialistas, não há consenso sobre o que pode estar causando o fenômeno.


Os relatos frequentes e o vídeo feito pelos pilotos vêm sendo analisados pelo Observatório Astronômico Cosmos, em Itaara, na região central do Estado. O diretor afirma que relatos de luzes não identificadas estão aparecendo também no Uruguai e na Argentina. O material foi enviado a pesquisadores da Nasa, que avaliam fenômenos não identificados.


"Esse relato e esse vídeo mostram que estamos diante, no momento, de um fenômeno aéreo não identificado. Veja bem, não quer dizer que daqui a uma semana ou um mês não podemos identificar, mas por enquanto o modelo de pesquisa científica que o observatório está tendo, com muita cautela, é tentar buscar uma resposta plausível. Uma realidade nossa, daqui da Terra", afirma Hernan Mostajo, diretor do Observatório de Astronomia Cosmos.

Entre 22h52 e 23h52 desta quarta-feira, a Central de Controle do Aeroporto Salgado Filho recebeu pelo menos cinco relatos de avistamento de luzes no céu de Porto Alegre. Um dos pilotos afirma ter visto "quatro luzes" a "oeste de Porto Alegre".


"Está avistando as luzes? O pessoal está me reportando", diz um controlador de voo do aeroporto de Porto Alegre pouco antes das 23h. Em seguida, ele passa um telefone da Força Aérea Brasileira para que o piloto dê mais informações sobre o avistamento.


Em outros momentos, os controladores de voo pedem que os pilotos façam imagens das luzes e pedem mais informações sobre o fenômeno. "Consegue identificar a provável altitude? É muito acima?", pergunta um controlador em determinado momento.


Em outros dois momentos, os controladores pedem que os pilotos informem a Aeronáutica em Curitiba: "Se o senhor tiver condição de gravar e enviar para o COPM (Centro de Operações Militares) as imagens", diz um. "Caso o senhor consiga as imagens, informa o COPMde Curitiba?", pede outro.


Outros locais do Brasil também têm registrado as luzes, como em Uberaba (MG), Palmas (TO) e cidades de Santa Catarina.


"Uma onda ufológica de fenômenos aéreos não identificados, sua procedência não sabemos, poderá ser uma outra tecnologia aqui da Terra, quem sabe, podera ser de fora da Terra? Não sabemos, por isso que é importante você, como instituição, buscar um parecer, um laudo técnico, para se ter maior capacidade e abrangência e podermos dar essa resposta. O mistério está de pé e devemos acompanhar com cautela", afirma o diretor Mostajo.

O que são as luzes?


Os relatos são de diferentes companhias aéreas e foram captados por equipamentos não oficiais instalados nas proximidades.


A Força Aérea Brasileira informou, na quarta-feira, que "nos últimos dias, o controle do espaço aéreo ocorreu dentro da normalidade, e que não houve registro de ocorrência aeronáutica no Rio Grande do Sul". Disse ainda que nenhum objeto desconhecido foi identificado pelos radares de defesa aérea. Mesmo assim, as luzes seguem intrigando especialistas e pesquisadores.


Marcelo Zurita, da Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros, diz que imagens gravadas em Torres por um fotógrafo amador podem ajudar a identificar o posicionamento das luzes.


"A hipótese que me parece mais coerente é o que a gente chama de flyers de satélite, reflexos da luz do sol nos painéis de satélites que passam a milhares de quilômetros de distância, mas acabam refletindo a luz do sol diretamente em direção ao observador, o que acaba gerando essa condição rara de observar", diz Zurita.

Piloto e diretor jurídico da Associação Nacional dos Aeronautas, Diego Barrionuevo explica que os pilotos sabem diferenciar satélites e outros objetos de fenômenos como esses, não identificados nos radares.


"De satélites, é bem comum a gente observar as luzes passando no céu. Ainda mais agora, com essa constelação de satélites que foi enviada para o céu, é bem comum hoje em dia se observar no pôr do sol ou nascer do sol o reflexo nas placas. As aeronaves têm luzes específicas, então a gente consegue identificar o que é uma aeronave e o que não é", diz.

Fonte: G1 RS

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