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PF indicia mulher suspeita de falsificar documentos para trazer bebê da África para Santa Maria

Suspeita viajou até Guiné-Bissau em dezembro do último ano e retornou em fevereiro com a criança

Foto: Polícia Federal / Divulgação

Uma moradora de Santa Maria foi indiciada pela Polícia Federal (PF) pelos crimes de tráfico internacional de pessoas, uso de documento falso e falsidade ideológica. De acordo com a corporação, a mulher trouxe ilegalmente uma criança, atualmente com um ano, de Guiné-Bissau, na África, para a cidade na região central do RS.


A investigação apurou que a suspeita, que também é nascida em Guiné-Bissau, viajou para o país natal em dezembro de 2022, e retornou ao Brasil em fevereiro, com a criança, de quem alegava ser mãe biológica. Conforme a PF, ela falsificou passaportes e documentos de registro do bebê ainda em solo africano. O nome da investigada não foi divulgado.


— Ela se valeu das necessidades e condições pela qual se passava a família da criança. Eles entregaram o bebê para fim de adoção, mas não para registro de nome — explica o delegado Arthur Miranda.


Segundo o responsável pela investigação, mesmo com consentimento dos pais biológicos para a adoção, a mulher não poderia alterar o nome da criança e registrá-la em nome dela.


Suposto pai é tratado como vítima

No documento falso, ela teria apontado que o pai biológico do bebê era um brasileiro com quem ela manteve um relacionamento em 2021. O delegado diz que este homem "também foi enganado" por ela e colaborou com as investigações. Ele não foi indiciado.


— Na verdade, ele também foi uma vítima e não tem responsabilidade criminal no caso. Ela pedia dinheiro e dizia que era para os gastos com criança, fingia socialmente que a criança era sua filha biológica, mas ele descobriu — conta Miranda.


Exames de DNA confirmaram que eles não eram pais biológicos da criança. Com a confirmação, o bebê foi acolhido no Conselho Tutelar da cidade, onde permanece.


Os verdadeiros pais da criança, que vivem em Guiné-Bissau, foram identificados com apoio de autoridades locais. Até decisão judicial, a suspeita não poderá deixar o Brasil e a criança seguirá no Conselho Tutelar.


Além dos crimes de tráfico de pessoas, falsidade ideológica e falsificação de documentos, a mulher também foi indiciada por injúria e coação no curso do processo.


Fonte: GZH

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