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Pousada que pegou fogo em Porto Alegre recebe quase R$ 3 milhões por ano da prefeitura para abrigar pessoas em situação de rua

O contrato entre a prefeitura e a Pousada Garoa foi firmado inicialmente durante a pandemia

A pousada que pegou fogo na madrugada desta sexta-feira (26), em Porto Alegre, é uma das unidades vinculadas à prefeitura para acolhimento de pessoas em situação de rua. No contrato entre as partes, renovado em dezembro do ano passado pelo prazo de 12 meses, é detalhado que a administração municipal destina mensalmente R$ 225.448,33 para a rede. Em um ano, a Pousada Garoa, que tem unidade funcionando de forma irregular, recebe mais de R$ 2,7 milhões em aluguel social.


O incêndio deixou ao menos 10 mortos e, segundo as autoridades, ainda há pessoas desaparecidas no local. A unidade afetada, na avenida Farrapos, funcionava sem alvará e nem plano de prevenção contra incêndios, de acordo com o Corpo de Bombeiros.


O contrato entre a prefeitura e a Pousada Garoa foi firmado inicialmente durante a pandemia, como medida de urgência para hospedagem de pessoas em situação de rua.


Infiltrações


De acordo com o jornal O Globo, relatos apontam que os moradores alegavam que a pousada estava em condições precárias, tinha infiltrações e goteiras, além de ratos e baratas.


Na prática, o projeto de acolhimento firmado pela prefeitura e as empresas oferece a oportunidade para que proprietários de imóveis aluguem espaços para pessoas que estão no sistema da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), com garantia de pagamento de aluguel social por parte do Executivo Municipal. Os contratos são válidos por um ano. Após fechar o prazo, a Fasc garante que o pagamento pode ser prorrogado por até mais dois anos, com verba da prefeitura.


Prefeito lamenta


Pelas redes sociais, o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, afirmou que acompanha com “profunda tristeza” a apuração do incêndio.


“A prioridade agora é o atendimento aos cidadãos resgatados e encaminhados ao HPS. A prefeitura trabalha para acolher os moradores e apoiar a investigação dessa tragédia”, escreveu o político em sua conta no X (antigo Twitter).


Após o ocorrido, o deputado estadual Miguel Rossetto (PT) cobrou uma vistoria rigorosa nas outras unidades da pousada para evitar outras tragédias.


“Isto não é uma fatalidade. Houve falta de fiscalização no PPCI (Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios). Há anos denúncias são feitas sobre o serviço precário prestado por esta pousada. O Corpo de Bombeiros disse hoje que o prédio do acidente não tem alvará para oferecer serviços de hotelaria. É fundamental investigar com rigor e apurar as responsabilidades”, disse o parlamentar.


Estado grave


Ao menos nove pessoas feridas foram resgatadas pelo Corpo de Bombeiros no incêndio que atingiu a unidade da pousada localizada na Avenida Farrapos, entre as ruas Garibaldi e Barros Cassal. Segundo a Secretaria de Saúde, cinco delas estão internadas em estado grave. Ainda há pessoas desaparecidas no local.


Inicialmente, a Secretaria de Segurança informou que haviam sete feridos, todos internados em estado grave. No entanto, posteriormente, a informação foi corrigida pela Secretaria de Saúde, afirmando que 9 pessoas foram resgatadas e estão internadas nas unidades Hospital de Pronto Socorro e Hospital Cristo Redentor.


Seis pacientes estão em tratamento no Hospital Pronto Socorro, quatro delas em estado grave: dois foram entubados, um por trauma e um por inalação de fumaça. No Hospital Cristo Redentor, estão os demais pacientes: um com 20% do corpo queimado, um com ferimento no tornozelo e outro ainda sem mais detalhes.


Ainda segundo a pasta, o incêndio começou às 3h45 da manhã, tomando o prédio que conta com quatro pavimentos. Segundo o coordenador de segurança, foram enviados cinco caminhões para apagar o fogo.


Fonte: O Sul

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