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Soltar fogos com barulho não é comemoração, É CRIME!!!

  • Foto do escritor: Saimon Ferreira
    Saimon Ferreira
  • 31 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Proibidos por lei em Santiago, estampidos afetam animais, pessoas acamadas, indivíduos com TEA e outros grupos vulneráveis; uso é passível de multa e denúncia

Foto: Lalo de Almeida/Folhapress
Foto: Lalo de Almeida/Folhapress

O uso de fogos de artifício com estampido não representa apenas um incômodo sonoro, mas um risco concreto à saúde e à vida de animais e de diversas pessoas em situação de vulnerabilidade. Ruídos intensos e inesperados podem provocar consequências graves, especialmente para quem possui maior sensibilidade auditiva ou condições clínicas específicas.


No caso dos animais domésticos, como cães e gatos, o barulho pode desencadear taquicardia, tremores, salivação excessiva, crises de pânico e até ataques cardíacos. Em tentativas de fuga, são comuns acidentes como enforcamento em correntes, choques contra grades, quedas, atropelamentos e desaparecimentos.


Veterinários alertam ainda que o impacto dos fogos barulhentos pode ir além do momento da queima. A exposição repetida pode causar traumas permanentes, resultando em mudanças de comportamento, agressividade, medo intenso, ansiedade crônica e quadros depressivos.


Os efeitos também atingem diretamente pessoas acamadas, idosos, pacientes hospitalizados, indivíduos em tratamento médico, pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), crianças pequenas e pessoas com hipersensibilidade auditiva. Para esse público, o estampido pode provocar crises de ansiedade, desorientação, pânico, aumento da pressão arterial, taquicardia, convulsões e intenso sofrimento emocional, comprometendo o bem-estar e a segurança.


Em Santiago, o uso de fogos de artifício com barulho é expressamente proibido por lei municipal, em conformidade com a Lei Estadual nº 15.366/2019, que veta artefatos pirotécnicos ruidosos em todo o Rio Grande do Sul. A legislação tem como objetivo proteger animais e pessoas vulneráveis, promovendo celebrações mais seguras e respeitosas. O descumprimento pode resultar em multas e outras penalidades legais.


A população pode e deve denunciar quem insistir no uso irregular. As ocorrências podem ser comunicadas à Polícia Civil, pelo telefone 197, ou à Brigada Militar, pelo 190. Geralmente, esse tipo de atendimento é realizado pela Patrulha Ambiental (Patram).


Enquanto isso, algumas medidas podem ajudar a minimizar os riscos, especialmente para os animais: evitar deixá-los acorrentados, mantê-los em locais fechados e seguros, não reunir muitos cães no mesmo espaço, oferecer alimentação leve, identificar os animais com plaquetas, usar algodão nos ouvidos se houver aceitação, ligar rádio ou televisão para abafar os ruídos externos, cobrir gaiolas de pássaros e manter uma postura tranquila durante os estampidos.


Em situações de agitação extrema, a orientação é buscar auxílio de um médico veterinário ou profissional de saúde.


Optar por fogos silenciosos e respeitar a legislação é um gesto de empatia, consciência social e responsabilidade coletiva.

 
 
 

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