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Um ano e meio após enchente, ponte que liga Muçum a Roca Sales é liberada para veículos

  • 5 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura

Estrutura passou por reforma após ter sido parcialmente destruída em setembro de 2023. Obra teve investimento de R$ 9,6 milhões 

Foto: Ronaldo Bernardi - Agência
Foto: Ronaldo Bernardi - Agência

RBS

Um ano e meio depois da primeira enchente que inundou as cidades de Muçum e Roca Sales, no Vale do Taquari, a histórica ponte rodoferroviária Brochado da Rocha teve o trânsito liberado para veículos por volta das 7h15 min desta quarta-feira (5). A estrutura que liga os dois municípios passou por reforma após ter sido parcialmente destruída em setembro de 2023, restando somente a travessia para trens.


A passagem de pedestres já estava liberada na área desde 17 de fevereiro. A cerimônia de inauguração está marcada para o próximo sábado (8), com presença de autoridades.


— Quando a gente poderia começar a obra, tivemos a inundação de maio de 2024. Foi um novo desafio, que acabou atrasando o começo e a conclusão dessa obra — afirma o prefeito de Muçum, Mateus Trojan, sobre as dificuldades de dar andamento à reconstrução.

— É a devolução da dignidade a essas famílias que transitavam pela ponte todos os dias, uma devolução da logística regional, mas diria que a principal palavra é o recomeço — completou o prefeito.

O projeto de reconstrução foi elaborado pelo governo do Estado e entregue às prefeituras em outubro de 2023. Inicialmente, a obra foi orçada em R$ 12 milhões, mas teve valor reajustado em R$ 2,5 milhões a menos, totalizando investimento de R$ 9,6 milhões. A verba foi liberada pelo governo federal em fevereiro do ano passado.


A ponte rodoferroviária Brochado da Rocha é a principal ligação entre Muçum e Roca Sales. Segundo a prefeitura de Muçum, cerca de dois mil veículos trafegam por ela todos os dias. Como a ponte do trem não desabou, muitas pessoas se arriscavam atravessando a pé pela ferrovia.


A estrutura faz a ligação do Vale do Taquari com o Vale dos Vinhedos ao conectar a RS-129 à Rota do Sol e à RS-444, pelo município de Santa Tereza.


De 40 a três minutos de deslocamento

Aqueles que precisavam se deslocar com veículos tiveram de se adaptar. Esse é o caso do empresário Sidy Fernandes, morador de Roca Sales, mas que tem uma metalúrgica em Muçum.


Como o deslocamento diário sem a ponte se tornou muito longo, a alternativa encontrada por ele foi improvisar um dormitório na empresa para permanecer lá durante a semana:


— O meu deslocamento sem a ponte era de 40 quilômetros para ir e 40 quilômetros para voltar para casa. Hoje (com a ponte) eu fico a três minutos de casa, a 1,2 quilômetro. Então faz bastante diferença para a gente. A gente fica muito feliz.

Histórico da obra


Em abril de 2024, a produção das ferragens e vigas para a obra da ponte teve início na sede da empresa Traçado, responsável pela obra, em Erechim. Mas a enchente de maio de 2024 ocasionou mudanças no cronograma e na logística da obra.


As primeiras peças para reconstrução chegaram no município em agosto de 2024. O trabalho de reconstrução da parte rodoviária da ponte, que tem 25 metros de altura, teve início em outubro do ano passado.


Fonte: GZH

 
 
 

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