Correios paralisam atividades a partir desta sexta-feira no RS
Sindicato reivindica plano de saúde e acordo considerado rebaixado por dois anos

Em assembleia realizada na noite desta quinta-feira, os trabalhadores e trabalhadoras do Correios do RS, da base do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos no Rio Grande do Sul (SINTECT-RS) deliberaram por aprovar greve por tempo indeterminado a partir desta sexta-feira.
Entre os principais pontos que levaram a decretação da greve estão a falta de interesse da gestão da empresa em negociar com a categoria e de ter levado a negociação da categoria para o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e a proposta mediada pelo Tribunal não ter contemplado a reivindicação dos trabalhadores em relação ao plano de saúde e proposto o acordo, considerado rebaixado pelos trabalhadores, por dois anos.
Segundo o presidente do SINTECT-RS, Alexandre Nunes, a greve chega num momento de limite dos trabalhadores. ‘A categoria não aguenta mais a sobrecarga de trabalho, as precárias condições de trabalho e os problemas que vêm sendo impostos pelo projeto de reestruturação da empresa. O fechamento de unidades que tem deixado todos preocupados com o seu destino, a falta de atendimento que se agrava na saúde, o sucateamento absoluto das viaturas e das unidades de Correios e o fechamento de agências, que tem prejudicado a população e vem se arrastando a tempos e agora, com a postura da empresa nesta negociação, a categoria chegou ao seu limite”, pontuou o dirigente.
A greve também foi decretada nas sete subsedes do SINTECT-RS no Estado e, até o final da assembleia no RS, 24 sindicatos dos 30 ligados a Fentect já haviam decretado greve no país.
Nesta sexta feira, os grevistas concentram na primeira hora da manhã em frente aos locais de trabalho para sensibilizar os trabalhadores quanto a importância e necessidade do movimento grevista e no final da manhã, haverá concentração em frente ao prédio Sede, no Centro da Capital. Na segunda-feira, à tarde haverá reunião do comando de greve para avaliar o movimento.
Fonte- Correio do Povo



























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