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Governo do RS passa a ter teste próprio para detecção de metanol

  • Foto do escritor: Saimon Ferreira
    Saimon Ferreira
  • 15 de out
  • 3 min de leitura

Teste com cromatógrafo gasoso é considerado padrão ouro para diagnóstico de metanol. RS tem um caso confirmado, e paciente já deixou o hospital

Foto: Divulgação/SES
Foto: Divulgação/SES

O Rio Grande do Sul passou a ter exames laboratoriais próprios para identificação de metanol em casos suspeitos de bebidas alcoólicas. Na segunda-feira (13), o Centro de Informação Toxicológica do Estado (CIT) emitiu os três primeiros laudos de exames realizados no novo serviço. Todos os resultados foram negativos.


O RS tem um caso confirmado de intoxicação por metanol. O paciente é um homem de 42 anos que teria consumido caipirinhas com vodka em um bar de São Paulo, antes de retornar ao RS. De acordo com o governo do estado, o diagnóstico foi realizado por um laboratório da rede privada, e o homem já teve alta.


O metanol é um álcool usado industrialmente em solventes e outros produtos químicos. É altamente perigoso quando ingerido. Inicialmente, ataca o fígado, que o transforma em substâncias tóxicas que comprometem a medula, o cérebro e o nervo óptico, podendo causar cegueira, coma e até morte. Também pode provocar insuficiência pulmonar e renal.


Até então, os testes eram realizados pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP), órgão que agora continua realizando exames apenas em bebidas alcoólicas, enquanto o CIT passa a ser responsável pelas análises em amostras biológicas.


"Com a nova estrutura, o RS passa a ser um dos poucos Estados com capacidade própria para esse tipo de diagnóstico", afirma a secretária da Saúde, Arita Bergmann.

No estado, o CIT será o ponto focal da Secretaria da Saúde para recebimento de notificações de casos suspeitos, feitas pelos serviços de saúde. O atendimento funciona pelo telefone 0800-721-3000, disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana. Profissionais de saúde podem obter apoio no diagnóstico e orientações sobre o tratamento por meio do serviço.


Como funcionam as análises


O teste é feito em um equipamento chamado de cromatógrafo a gás. De acordo com o governo, o equipamento é considerado padrão ouro, ou seja, o melhor e mais confiável método disponível para detectar, confirmar ou descartar a presença de metanol, com alta sensibilidade e especificidade.


Em resumo, o caminho do resultado do teste de metanol pelo governo do RS opera da seguinte forma:


  • Serviços de saúde identificam casos suspeitos de intoxicação por metanol.

  • Esses casos são notificados ao Centro de Informação Toxicológica do Estado (CIT), que é o ponto focal da Secretaria da Saúde;

  • O CIT realiza os exames em amostras biológicas usando o cromatógrafo a gás;

  • O CIT emite os laudos com os resultados dos teses.


Em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, o Laboratório de Análises Toxicológicas da Universidade Feevale é um dos locais que possui a máquina e onde também são realizadas análises particulares para detectar a presença de metanol. Até o momento, o laboratório já recebeu uma solicitação de teste em bebida, feita pelo dono de um estabelecimento da cidade.


No espaço, os técnicos:


  • Coletam a amostra da bebida suspeita de ser adulterada com metanol;

  • Misturam com cloreto de sódio em um frasco devidamente lacrado;

  • Levam para o equipamento.


Segundo Rafael Linden, professor do mestrado em Toxicologia e Análises Toxicológicas da instituição, a coleta no frasco é submetida a uma incubação a 80°C no cromatógrafo a gás, onde o líquido se transforma em vapor. A análise ocorre justamente nessa fase.


"As substâncias voláteis se tornam um vapor. A máquina pega uma alíquota desse vapor, que é introduzido dentro do sistema e acontece a separação dos componentes dessa mistura. Então nós podemos ver a presença do etanol, do metanol e de várias outras substâncias voláteis que estão naquele material", explica o Linden.

A técnica permite separar os componentes da amostra e identificar a presença de metanol. A análise vem detalhada em um gráfico, que mostra se existe metanol na composição, bem como sua quantidade em comparação com o etanol.

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Fonte: G1 RS

 
 
 

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