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OAB abre processo contra escritório de advocacia da esposa de Alexandre de Moraes

há 1 hora
2 min de leitura

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A OAB-DF (Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal) abriu procedimento ético-disciplinar contra os sócios do escritório de advocacia Barci de Moraes. O estabelecimento pertence a mulher e filhos do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

A OAB afirmou apenas que a decisão considera “os fatos recentemente tornados públicos e constantes de relatório da Polícia Federal no (IPJ-A 3298613/2026)” —relatório da Polícia Federal em que constam conversas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com Moraes.

A decisão foi comunicada pelo presidente da OAB-DF, Paulo Maurício Siqueira, durante sessão extraordinária do Conselho Pleno na noite desta terça e divulgada em uma nota à imprensa. A reportagem perguntou quais suspeitas embasam o pedido, mas a instituição não quis explicar.

Segundo a nota, o presidente afirmou que “o procedimento observará todas as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa e nele será conferida ampla oportunidade de demonstração dos serviços prestados e da regularidade da contratação”.

Em nota, o escritório Barci de Moraes afirmou que há questões eleitorais por trás da decisão e disse esperar que o presidente da OAB-DF reveja as declarações dele.

“O escritório Barci de Moraes lamenta que questões já analisadas e arquivadas pela PGR [Procuradoria-Geral da República] sejam utilizadas em contexto eleitoral na OAB/DF. Espera que o presidente da entidade, Paulo Maurício Braz Siqueira, reveja suas declarações e faça os esclarecimentos necessários, evitando a adoção das medidas cabíveis.”

O escritório de Viviane Barci de Moraes está inscrito nas seccionais da OAB de Brasília e de São Paulo. Segundo o Cadastro Nacional de Sociedade de Advogados, o escritório tem cinco sócios na capital federal e 11 em São Paulo.

O relatório da PF indica que Vorcaro perguntou a Moraes se deveria deixar o país dois dias antes de ser preso, em novembro do ano passado. O ministro do Supremo também teria editado o contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o Barci de Moraes.

A OAB também determinou a abertura de procedimento ético-disciplinar contra o advogado Ciro Soares “considerados os fatos tornados públicos em relatório da Polícia Federal e que envolvem sua atuação profissional na condição de advogado”.

Ciro aparece no relatório da PF em uma suposta interlocução entre o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e Vorcaro. A reportagem procurou Soares por mensagem na noite desta terça, mas não houve resposta até a publicação deste texto. 

Com informações da Folha de S. Paulo.

escritório Barci de Moraes afirmou que há questões eleitorais por trás da decisão

 
 
 

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