Petróleo acima dos US$ 100 volta a pressionar combustíveis; preço do diesel já sobe no RS
Os reajustes chegam a R$ 0,30 por litro. Alguns produtores rurais também começam a avisar a coluna que estão com dificuldades pontuais para comprar o combustível, bastante usado em plantio e colheita.

O petróleo engatou alta consistente e passou dos US$ 100 o barril, provocado pelo acirramento da guerra no Oriente Médio. Os Estados Unidos destruíram cinco petroleiros iranianos, enquanto Teerã realizou novos ataques contra uma base norte-americana na Jordânia.
A marca é simbólica da pressão inflacionária mundial. Nos Estados Unidos, o preço da gasolina, ajustado diariamente, bateu recorde para os consumidores perto de mais uma reunião do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) pressionado para aumentar juro.
Por aqui, o governo federal vai acabar segurando mais os subsídios aos combustíveis, os quais pretendia diminuir porque impactam contas públicas. Diesel, gasolina e querosene de aviação estão com subvenções para produção interna e para importação. Se estes preços subirem, inflação dispara. Governo algum quer isso, ainda mais em ano de eleição.
Impacto na ponta
Quem consome diesel já sente. Desde o final de semana, distribuidoras estão comunicando transportadoras de cargas sobre a alta no preço do combustível. Os reajustes chegam a R$ 0,30 por litro. Alguns produtores rurais também começam a avisar a coluna que estão com dificuldades pontuais para comprar o combustível, bastante usado em plantio e colheita.
A Petrobras tem evitado reajustes sem que haja compensação por parte do governo, com subvenção. Porém, parte do combustível é importada e o preço no Exterior está o dobro no caso do diesel e 50% acima na gasolina. Isso provoca desajustes na cadeia econômica, que prefere comprar da estatal brasileira, que precisa colocar cotas, ou mesmo há retenção esperando novos aumentos para lucros maiores, o que exige fiscalização de órgãos reguladores.
Fonte: GZH



























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