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'Por favor, me ajuda': adolescente usa carta para contar à professora que pais eram pagos para permitirem que cunhado a estuprasse, no PR

há 21 horas
2 min de leitura

Investigação aponta que pais usavam a menina de 13 anos como 'moeda de troca' para comprar drogas. Delegada também cita que eles a submetiam a agressões físicas e à negligência constante.

Uma adolescente de 13 anos escreveu uma carta para uma professora para pedir ajuda por sofrer abusos sexuais do cunhado, com o consentimento dos próprios pais, e também ser vítima de maus-tratos em casa.


A situação aconteceu em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, e foi divulgada pela Polícia Civil, que censurou parte da imagem e não divulgou os nomes dos suspeitos para proteger a identidade da vítima.


"“Professora, leia isso até o final, por favor. Como você deve saber, ou espero que saiba, fui internada em [censurado], depressão, [censurado] um lugar onde não deveria ter saído. Não tô totalmente recuperada, mas o motivo real dessa carta é um pedido de ajuda: não aguento mais minha casa, meus pais são usuários, usam ‘pedra’, não compram nada pra dentro de casa, e fui abusada três vezes porque eles deixaram… eu não podia ter voltado para aquela casa, por favor, me ajuda! Isso não é nem metade do que eu passo, me ajuda”.


Segundo a delegada Renata Batista, do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), as investigações apontam que os pais eram pagos pelo familiar para permitir que a filha fosse estuprada, e usavam o dinheiro para comprar drogas.

A policial civil também afirma que a menina ainda era vítima de maus-tratos, tanto por negligência em relação às necessidades básicas, quanto por sofrer agressões físicas constantemente.


"Os genitores da vítima, que são dependentes químicos, omitiam os cuidados básicos com a filha, submetendo-a a agressões físicas e à negligência constante. De forma ainda mais grave, o casal permitia e facilitava que a adolescente sofresse abusos sexuais cometidos pelo próprio cunhado. Em troca da conivência com as violências, que ocorriam na residência da família, os pais recebiam dinheiro para sustentar o vício".

A delegada explica que o caso veio à tona após a vítima pedir socorro na escola em que estuda.

Primeiro, em 2025, ela relatou que o cunhado havia a importunado sexualmente com toques físicos. Ela foi acolhida em uma instituição assistencial, mas depois voltou para casa. Agora, escreveu a carta para contar que, depois de retornar à residência, passou a ser estuprada pelo familiar com a anuência dos pais, e foi encaminhada novamente para acolhimento institucional.


Os suspeitos respondem pelos crimes de estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição ou exploração sexual e maus-tratos.


Denúncias


Denúncias sobre quaisquer situações podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da Polícia Civil, ou, 181, do Disque-Denúncia. O Nucria de Ponta Grossa atende diretamente pelo telefone (42) 3225-3856.

Se o crime estiver acontecendo naquele momento e/ou houver alguém em situação de perigo, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.


Fonte: G1 Paraná

 
 
 

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