Cadeira vazia, choro e aplausos: como foi o "Sala de Redação Especial" em homenagem a Guerrinha
Edição desta quarta-feira exaltou a trajetória do comunicador que morreu aos 70 anos

Habitualmente, sete lugares preenchem a bancada do Sala de Redação. Pedro Ernesto Denardin, Maurício Saraiva, Diogo Olivier, Leonardo Oliveira, César Cidade Dias, Vaguinha e Guerrinha. Nesta quarta-feira (28), a última cadeira da lista esteve vazia. Vinte dois anos depois de fazer parte da bancada do programa pela primeira vez, Adroaldo Guerra Filho tornou-se um imortal no rol de integrantes do Sala.
Dupla Gre-Nal
Os 43 anos de Grupo RBS do comunicador continuaram a ser saudados pelos convidados do Sala. Primeiro, direto do Rio de Janeiro, Alessandro Barcelos, presidente do Inter. Guerrinha era torcedor colorado ferrenho e defensor do clube em todos os seus espaços.
— Acordamos com essa triste notícia. Teremos a homenagem do Inter, mas também um minuto de silêncio no Maracanã como forma de tributo a ele. Temos a obrigação e o dever de fazer isso. O futebol gaúcho perde mais do que um jornalista. Perde uma voz que atravessou gerações, uma personalidade que marcou época, um colorado que levou sua paixão pelo Inter — salientou.
Aos 70 anos, Guerrinha morreu na madrugada desta quarta após três dias internado no Instituto de Cardiologia, de Porto Alegre, devido a uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado. O choro de início foi cessado pela primeira das homenagens do programa. Amigo de Guerrinha há 40 anos, Nelson Sirotsky, publisher e presidente do Conselho de Gestão do Grupo RBS, foi quem abriu o tributo.
— Hoje, o Guerrinha entra na galeria dos imortais do Sala de Redação. Cândido Norberto, Paulo Sant'Ana, Ibsen Pinheiro, David Coimbra, Oswaldo Rolla, Ruy Carlos Ostermann e, agora, o nosso Guerrinha como um deles. Imortal para a comunicação do Rio Grande do Sul. O talento dele é único, extraordinário. E pelo ser humano gigante que sempre será pela sua imortalidade, precisa ser reconhecido e homenageado — ressaltou Nelson.
A fala do presidente só foi interrompida por uma homenagem da Redação Integrada. Por um minuto, das 13h23min às 13h24min, todos os colegas presentes pararam para aplaudir a trajetória de Guerrinha.
Apesar de ser adversário dentro do gramado, os gremistas também saudaram a relevante carreira do jornalista. Presidente do Grêmio, Odorico Roman definiu a convivência com Guerrinha como uma aventura.
— Ele tinha essa personalidade única e uma pessoa sempre afável. Todas as vezes que eu encontrei o Guerrinha, eu participei do Paredão (programa Paredão do Guerrinha), às vezes encontrava ele aí na rádio, alguns sábados eu encontrava no restaurante, sempre fazia sinal, levantava da mesa para me cumprimentar, sempre uma uma palavra agradável. Deve ter sido uma aventura viver e conviver com o Guerrinha. Os momentos que tive com ele sempre foram extremamente afetivos — ressaltou o dirigente gremista.
Copa Adroaldo Guerra Filho
A tradicional Copa Federação Gaúcha de Futebol terá o nome alterado para a temporada de 2027. O torneio se chamará Adroaldo Guerra Filho como forma de homenagear o comunicador gaúcho.
— Uma perda de um grande profissional e uma grande pessoa. Um dia triste. A decisão de homenagear foi tomada hoje cedo por unanimidade na diretoria. É necessário também ter um contato com os familiares para a autorização, mas pela federação, pretendemos fazer o troféu Adroaldo Guerra Filho — revelou Luciano Hocsmann, presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF).
Fonte: GZH



























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