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Cesta básica registra estabilidade em janeiro e permanece próxima dos R$ 700 em Santiago

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Levantamento do PIIC/URI aponta alta de 0,37%; trabalhador precisa dedicar cerca de 100 horas mensais para adquirir o kit de alimentos

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A cesta básica em Santiago apresentou estabilidade no mês de janeiro de 2026, com leve alta de 0,37% em relação a dezembro. O valor passou de R$ 691,69 para R$ 694,23, um acréscimo de R$ 2,54, mantendo o custo do kit muito próximo da marca de R$ 700 e pressionando o orçamento das famílias santiaguenses.


Os dados foram levantados pela bolsista Isadora Pretto Reis, do Programa Institucional de Iniciação Científica (PIIC/URI), sob orientação do professor Marcos Vinicios M. Machado, do Curso de Administração da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões.


Apesar do resultado discreto no índice geral, janeiro foi marcado por movimentos distintos entre os produtos. O tomate liderou as altas, com variação de 21,26%, passando de R$ 4,61 para R$ 5,59, comportamento considerado típico em períodos de menor oferta. O feijão também apresentou aumento de 6,34%, seguido pelo leite, com alta de 4,35%, influenciada pelos custos de produção e transporte.


Outros itens registraram elevação moderada, como a carne (1,85%), a farinha de trigo (1,75%) e a manteiga (1,62%).


Por outro lado, algumas quedas ajudaram a conter o avanço do custo total. O café apresentou o recuo mais expressivo, de –6,73%, seguido pelo pão francês (–6,43%). A banana caturra caiu –5,52% e a batata inglesa –3,46%. O óleo também teve redução de –1,95%. Já o arroz manteve estabilidade, repetindo exatamente o mesmo preço entre dezembro e janeiro.


O levantamento aponta que, embora o setor de hortifrúti tenha registrado aumentos significativos, as quedas em itens de consumo amplo contribuíram para um cenário relativamente equilibrado no mês.


Com base na jornada legal de 44 horas semanais — equivalente a 220 horas mensais — e no valor da hora trabalhada estimado em R$ 6,90, o trabalhador precisou dedicar cerca de 100 horas de sua jornada para adquirir apenas uma cesta básica em janeiro.


Considerando o preceito constitucional de que o salário mínimo deve suprir as necessidades básicas de uma família composta por dois adultos e duas crianças, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos estima que o salário mínimo necessário em janeiro de 2026 deveria ser de R$ 5.832,21 — aproximadamente quatro vezes o valor vigente.


Os dados evidenciam o peso significativo da alimentação no orçamento das famílias de baixa renda, demonstrando que, mesmo com reajustes periódicos, o salário mínimo ainda enfrenta desafios para cumprir plenamente sua função constitucional de garantir condições dignas de subsistência.


Fonte: Andressa Marin, com informações do Curso de Administração da URI.

 
 
 

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