Formigueiro decreta situação de emergência por 'crise' nos combustíveis
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Decreto destaca que a agricultura é o pilar econômico do município de Formigueiro, na Região Central do RS, e que o custo do óleo diesel impacta diretamente o frete e a colheita, reduzindo a margem de lucro dos produtores.

A prefeitura de Formigueiro, na Região Central do Rio Grande do Sul, decretou situação de emergência nesta terça-feira (17) por conta da crise de desabastecimento e da alta no preço dos combustíveis.
Segundo o prefeito Cristiano Cezar Cassol Rubert (MDB), a medida visa enfrentar os reflexos no escoamento da safra agrícola e na manutenção de serviços essenciais.
O decreto do município com mais de 6,4 mil habitantes destaca que a agricultura é o pilar econômico do município e que o custo do óleo diesel impacta diretamente o frete e a colheita, reduzindo a margem de lucro dos produtores.
A prefeitura considera que há risco de perda da safra de grãos, que está em pleno andamento, caso a produção fique represada nas propriedades. O texto menciona a escassez e a irregularidade no fornecimento de diesel pelas distribuidoras como um dos fatores para a decisão.
"O diesel já subiu, em média, R$ 1 o valor do litro, então, preocupado com toda a situação em virtude dos nossos agricultores, em virtude de não conseguir dar um apoio na questão da recuperação das estradas, do transporte escolar, o motivo do decreto de estação de emergência é em virtude da dificuldade de abastecimento", explica o prefeito Cristiano Rubert fazendo referência ao reajuste do preço do óleo diesel, anunciado pela Petrobras e em vigor desde sábado (14).
Em nota, a Petrobras informa que o preço de venda "para as distribuidoras é apenas um dos fatores que compõem o preço pago pelo consumidor final nos postos. O valor na bomba também é influenciado pelos preços praticados por outros agentes do mercado, e ainda inclui o custo da mistura obrigatória de etanol anidro à gasolina, e de biodiesel ao diesel, além de tributos e de custos e margens de distribuição e revenda, sobre os quais a Petrobras não tem ingerência." Leia, abaixo, na íntegra.
Além do impacto na economia agrícola, o decreto aponta risco à prestação de serviços públicos que dependem de abastecimento regular, como o transporte de pacientes em ambulâncias, a segurança e o transporte escolar.
A situação de emergência tem validade de 90 dias, podendo ser prorrogada se a crise persistir.
Ao g1, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) pontuou que não identifica restrições à manutenção das atividades ou à disponibilidade de combustíveis no mercado doméstico, considerando as fontes usuais de suprimento do país".
Já a Sulpetro comunica que "não há desabastecimento de combustíveis, mas uma diminuição no volume de produtos repassados pelas distribuidoras aos postos".
Fonte: g1 RS































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