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Justiça prorroga afastamento da prefeita de Cacequi por mais 180 dias

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Ana Paula Del’Olmo utilizou as redes sociais para comentar sobre a prorrogação

Foto: Redes Sociais
Foto: Redes Sociais

A prefeita de Cacequi, Ana Paula Del'Olmo (MDB), teve o afastamento do cargo prorrogado por mais 180 dias. A decisão foi comunicada oficialmente ao Município por meio de documento encaminhado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul.


No ofício direcionado ao Procurador do Município de Cacequi, o Ministério Público informa que, no processo em questão, foi determinada:


a) a renovação da suspensão de Ana Paula Del’Olmo do exercício do mandato de prefeita municipal pelo prazo adicional de 180 dias, contados a partir do término do prazo anteriormente estabelecido;


b) a proibição de frequência às dependências do Poder Executivo local e a vedação de qualquer espécie de contato com os demais investigados e suspeitos, com exceção de uma pessoa expressamente citada no documento, bem como de testemunhas.


Com a prorrogação da medida cautelar, permanece à frente do Executivo municipal o vice-prefeito Edson Fragoso (Republicanos).


Prefeita se manifesta em vídeo


Após a confirmação da decisão, Ana Paula divulgou um vídeo nas redes sociais comentando a prorrogação do afastamento.


“Passando aqui para dizer para vocês que eu recebi no nosso advogado agora a notícia de que realmente o Ministério Público recorreu da decisão pedindo mais 180 dias e eu acredito na justiça, respeito à justiça, vamos continuar trabalhando, vamos recorrer em minha defesa, tenho a consciência tranquila, sei tudo o que fiz por Cacequi e eu sei que vocês moradores de Cacequi também reconhecem isso”, afirmou.

Relembre o caso


A prefeita foi afastada do cargo em 3 de setembro do ano passado, conforme notificação recebida pelo Ministério Público. À época, não havia sido informado o prazo da medida cautelar.


O afastamento ocorreu após a deflagração da Operação TITERE, realizada em 12 de agosto pelo Ministério Público, por meio da Procuradoria da Função Penal Originária (PFPO). A ação investigou possíveis delitos licitatórios, crimes de responsabilidade e práticas ilegais de gestão no município.


Com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de Passo Fundo e do 2º Batalhão de Polícia de Choque da Brigada Militar, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede da Prefeitura, na Secretaria de Trânsito e Transporte, em residências de agentes públicos e empresários investigados, além de empreendimentos localizados em Cacequi e São Gabriel. Documentos e equipamentos eletrônicos foram apreendidos.


Segundo o Ministério Público, entre os alvos estavam agentes públicos e empresários suspeitos de envolvimento em licitações e negociações irregulares. A investigação segue em andamento.


Fonte: Site Rafael Menezes




 
 
 

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