Moraes se manifesta sobre caso Master às vésperas de julgamento no STF: "Inconstitucional e ilegal"
Ministro negou acusações de troca de mensagens com Daniel Vorcaro e afirmou nunca ter julgado processos relacionados à instituição financeira

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se pronunciou oficialmente sobre as investigações da Polícia Federal (PF) que ligam seu nome ao de Daniel Vorcaro e ao Banco Master. Em petição de 44 páginas, enviada ao presidente da Corte, Edson Fachin, na noite de segunda-feira (14), o magistrado negou qualquer irregularidade.
Nesta terça-feira (15), o plenário do STF vai analisar a suposta ligação de Moraes com Vorcaro, a partir de um relatório elaborado pelo ministro André Mendonça, relator do caso, com informações reunidas pela PF.
Na manifestação a Fachin, na véspera do julgamento, Moraes afirmou que nunca julgou processos relacionados a Vorcaro ou ao Master. No documento, ele afirma que o relatório produzido pela PF e apresentado por Mendonça é ilegal, pede a nulidade do pedido de investigação e sustenta que não há indícios de infração penal.
"De maneira absolutamente inconstitucional e ilegal, o ministro relator determinou, de ofício, a realização de atos de investigação em relação a um ministro da Corte", diz trecho do documento, segundo o g1.
Alexandre de Moraes também classifica as acusações como vingança e atribui as denúncias a uma suposta motivação político-eleitoral. O ministro argumenta que o relatório não foi produzido integralmente pela Polícia Federal e que a investigação foi instaurada sem uma solicitação oficial da Procuradoria-Geral da República.
Conversas com Vorcaro
Na manifestação, Alexandre de Moraes também afirmou que o relatório não apresenta nenhuma mensagem de sua autoria. O ministro sustenta que a investigação atribuiu a ele textos encontrados apenas no celular de Daniel Vorcaro, mas que não há comprovação de que o conteúdo tenha sido enviado para ele.
Em outro trecho, o magistrado afirma que a prisão de Vorcaro contrapõem a hipótese de que informações privilegiadas sobre a Operação Compliance Zero tenham sido vazadas. Moraes argumenta que o dono do Banco Master não sabia sobre a ação da PF, por isso foi preso.
Fonte: GZH



























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