Suspeito de ato racista no Gre-Nal presta depoimento à polícia; veja o que disse a defesa
Leonardo Soares, 29 anos, que tem antecedentes por homícidio, tráfico de drogas e brigas de torcida, compareceu à Delegacia de Combate à Intolerância em Porto Alegre

O homem que teria cometido um ato de racismo no Gre-Nal 455 prestou depoimento no final da manhã desta quarta-feira (14) na Delegacia de Combate à Intolerância em Porto Alegre.
Acompanhado por seus advogados, o torcedor do Grêmio permaneceu no local por 35 minutos e deu sua versão sobre o ocorrido. O inquérito policial deve ser encerrado até o fim da quinta-feira (15).
O nome do gremista não foi divulgado. Zero Hora apurou que trata-se de Leonardo Soares Conceição, 29 anos. Ele tem antecedentes por homícidio, tráfico de drogas e brigas de torcida. Leonardo afirmou não ter vínculo com torcidas organizadas.
Conforme Lucas Bianchi, advogado de defesa, o gesto feito por Leonardo foi inadequado e infeliz.
— Parte da torcida do Inter se identifica com bandeiras e mascotes relacionadas à questão de macaco e outra parte se sente ofendida. Ele ficou consciente que tem que respeitar esse grupo que se sente ofendido. Ele não associou (o gesto) ao racismo e não teve o intuito de ser racista. Ele não teve essa capacidade de discernimento, uma pessoa muito simples, muito humilde, tem dificuldade de se expressar — explicou Bianchi.
Delegado responsável pela Delegacia de Combate à Intolerância, Vinicius Nahan, explicou que o Leonardo Soares respondeu a todas as perguntas e admitiu o gesto feito na Arena.
— Ele estava tranquilo. A principal alegação defensiva é que ele não teve a intenção de praticar racismo. Admitiu que imitou um macaco, mas para ele, esse gesto é uma forma de provocação à torcida do Inter. Então, está dentro dessa rivalidade. A intenção não foi cometer um ato de racismo. Mas as teses defensivas trazidas no interrogatório, ao meu ver, não se sustentam. Há muito tempo não se admite que o termo macaco e que o gestual seja utilizado como provocação à torcida do Inter — respondeu Nahan.
Além do crime de racismo, a Polícia Civil também investiga outro crime contra Leonardo Soares.
— Nós estamos investigando um crime contra criança e adolescente, visto que ele praticou essas condutas na frente do seu filho de oito anos, expondo a uma situação vexatória a criança. Isso também é considerado um crime no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Antes de encerrar o inquérito, o delegado ainda irá analisar as imagens das câmeras de segurança enviadas na última terça-feira (13) pelo Grêmio. A tentativa também será de ouvir algum torcedor que tenha filmado e acompanhado o ato na Arena.
Identificação do Grêmio
Segundo nota publicada pelo Grêmio, o Leonardo Soares é sócio torcedor da modalidade diamante. Ele foi suspenso pelo clube e teve o cadastro bloqueado, estando impossibilitado de frequentar a Arena do Grêmio.
O Tricolor também informou que foi aberto um "processo junto à Comissão de Ética e Disciplina e às autoridades competentes para completa investigação do caso".
Fonte: GZH



























Comentários