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Zucco planeja corte e fusão de secretarias para garantir maior eficiência

há 5 horas
3 min de leitura

Nova estrutura ainda não está definida, mas número de pastas deve ficar entre 15 e 20 . No esboço inicial das mudanças, que só será concluído depois que a equipe de transição conhecer o funcionamento de cada pasta, Turismo deverá voltar para o Desenvolvimento Econômico. Também deve passar para o Desenvolvimento Econômico o que hoje é tarefa da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia.

A reforma que o governador eleito Luciano Zucco fará na estrutura do secretariado segue a lógica da eficiência. Zucco e seus principais conselheiros acreditam que é preciso reduzir o número de secretarias para poder despachar regularmente com todos os secretários. Por isso, a ideia é enxugar o primeiro escalão, reduzindo o número de pastas de 30 para no máximo 20.


Há pastas que podem perder ou ganhar apêndices e até mudar o nome, mas que são estruturais em qualquer administração: Casa Civil, Casa Militar, Fazenda, Segurança Pública, Educação, Saúde, Agricultura, Obras, Transportes, Meio Ambiente, Defesa Civil, Desenvolvimento Econômico e Desenvolvimento Social. A Procuradoria-Geral do Estado está na conta das 30 secretarias.


Na lista das que devem ser extintas ou perder o status de secretaria estão a Chefia de Gabinete do Governador, a Secretaria Geral de Governo e a Secretaria Particular do governador.


No esboço inicial das mudanças, que só será concluído depois que a equipe de transição conhecer o funcionamento de cada pasta, Turismo deverá voltar para o Desenvolvimento Econômico. Também deve passar para o Desenvolvimento Econômico o que hoje é tarefa da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia.


Está sendo estudada a incorporação da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo pela Segurança Pública, como era no passado.

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação deve voltar a cuidar também da agricultura familiar, incorporando o Desenvolvimento Rural.


Ainda não está definido se a Comunicação terá status de secretaria ou se será uma assessoria ligada ao gabinete do governador. Na transição, chegou-se a discutir a possibilidade de junção do Planejamento com a Fazenda, uma ideia que divide o futuro governo e que não tem sentido em uma gestão que promete colocar em prática “um plano de Estado”. Planejar é essencial em qualquer governo e seria um erro de Zucco hipertrofiar a Fazenda, deixando a cargo da mesma pessoa a definição de prioridades e a liberação do dinheiro.


O mais provável é manter a atual estrutura, em que Planejamento e Gestão cuida dos planos de curto, médio e longo prazos e também dos recursos humanos, incluindo a tarefa popularmente chamada de “governar o governo” e cuidar da administração do Centro Administrativo.


Está descartada a hipótese de fundir Cultura, Esporte e Turismo, mas ainda não há definição sobre o futuro dessas duas primeiras áreas. A tendência é preservar a autonomia administrativa da Cultura.


A área social será totalmente redesenhada. A mesma estrutura deverá reunir sob este guarda-chuva o trabalho hoje realizado em quatro secretarias — Desenvolvimento Social, Trabalho e Desenvolvimento Profissional, Habitação e Regularização Fundiária, Justiça, Cidadania e Direitos Humanos.


Outra área a ser reformulada profundamente é a de Infraestrutura, com a provável junção das atividades hoje dispersas em três secretarias — Logística e Transportes, Desenvolvimento Urbano e Metropolitano e Meio Ambiente e Infraestrutura. O Meio Ambiente passara a ter autonomia, e as áreas de energia e saneamento devem ir para a Secretaria de Infraestrutura, à qual caberá cuidar de rodovias, hidrovias, ferrovias e tudo o que envolva logística e mobilidade. É possível que a Secretaria da Reconstrução seja extinta e o trabalho hoje coordenado por Pedro Capeluppi passe para a Infraestrutura.


Reorganizada no governo de Eduardo Leite, a Secretaria de Obras deve ser mantida como está, com a possibilidade de Zucco convidar a atual secretária, a arquiteta Izabel Matte, para continuar no cargo, já que é uma técnica reconhecida pela capacidade de trabalho.


Por uma questão simbólica e pela necessidade de mostrar que a prioridade ao combate ao feminicídio é verdadeira, Zucco deve manter a Secretaria da Mulher, recriada por Eduardo Leite por pressão das deputadas estaduais.


Fonte: GZH


 
 
 

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