Caso da família Aguiar: polícia acredita que PM cometeu feminicídio motivado por desavenças na criação do filho e também matou os pais da vítima
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Silvana Aguiar e os pais, Isail Aguiar e Dalmira Aguiar, não são vistos desde janeiro. Principal suspeito é o policial militar Cristiano Domingues Francisco, que está preso.

A polícia vê como remotas as chances de encontrar com vida os três integrantes da família Aguiar desaparecidos desde janeiro. Por isso, a investigação é tratada como um feminicídio e um duplo homicídio.
De acordo com a investigação, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, que é ex-companheiro de Silvana Aguiar e o principal suspeito, tinha desavenças com a mulher sobre a criação do filho.
Cristiano e Silvana são pais de um menino. A mulher procurou o Conselho Tutelar para relatar que o pai não seguia suas orientações nos cuidados com o filho, que teria restrições alimentares. O homem está preso temporariamente desde 10 fevereiro.
Pais e filha sumiram há 65 dias. Desde 24 de janeiro, vizinhos, parentes e amigos de Silvana Germann de Aguiar e dos pais dela, Isail Aguiar e Dalmira Aguiar, buscam por respostas sobre o paradeiro da família Aguiar, de Cachoeirinha. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
O delegado afirma que a mãe estaria planejando entrar com um processo judicial contra o pai. "Existem informações que também dão conta que ela iria procurar um advogado para tratar questões atinentes à guarda e outros elementos. Então a gente acha que isso pode ter sido o fator, o gatilho, que desencadeou a ação dele."
Outro ponto investigado é a questão patrimonial, pois a família Aguiar tinha muitos bens. "Envolvia imóveis, casas de aluguel, apartamentos de aluguel. E a gente sabe que em caso da morte da Silvana e dos pais dela, todos esses bens, numa sucessão, posteriormente, viriam a se tornar propriedade do neto."
Três pessoas ligadas ao PM também passaram à condição de investigados por suspeita de fraude processual e falso testemunho, pois estariam atrapalhando as investigações sobre o caso, segundo a polícia.
"Eles já foram interrogados e pregressados, que é quando informamos das descobertas e da condição que eles passaram a ter na investigação", explica Spier.
O PM ainda deve ser ouvido novamente nesta semana. A tendência é de que seja o último depoimento antes da conclusão do inquérito.
Conforme Spier, os seguintes fatos levaram a polícia a investigar os três:
A mulher teria apagado dados em dispositivos eletrônicos e na nuvem (espaço de armazenamento online). Profissional da área de TI, ela é suspeita de fraude processual.
O familiar do PM teria deletado imagens de câmeras da casa onde moram familiares de Cristiano. Ele também é suspeito de fraude processual.
Um amigo de Cristiano é investigado por falso testemunho. Segundo o delegado, a pedido da esposa do PM, o homem teria mentido em circunstâncias do depoimento, para dar falsos álibis ao principal suspeito.
O advogado de Cristiano, Jeverson Barcellos, diz que segue atuando no caso e acompanhando o cliente. O g1 e a RBS TV entraram em contato com Suelén Lautenschleger, que representa a familiar do PM, mas não tiveram retorno até a mais recente atualização desta reportagem. As defesas dos outros dois não foram localizadas.
Fonte: G1






























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