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Cirurgia inédita devolve visão a homem em Porto Alegre

  • Foto do escritor: Saimon Ferreira
    Saimon Ferreira
  • 10 de set.
  • 2 min de leitura

Após perder a sensibilidade da córnea e ficar sem esperança de tratamento, José Luis Padilha, 49 anos, recupera a visão e volta a brincar com a neta graças a procedimento pioneiro realizado no HCPA

Foto: Divulgação / HCPA
Foto: Divulgação / HCPA

O sorriso de José Luis Padilha, 49 anos, voltou a iluminar os dias da família em Porto Alegre. Auxiliar de pedreiro, ele havia perdido a visão depois de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC), que comprometeu o lado direito do corpo e deixou sua córnea completamente opaca e sem sensibilidade. “Era um paciente sem prognóstico de recuperar a visão”, lembra o professor do Serviço de Oftalmologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Sérgio Kwitko.


Mas a esperança renasceu com uma cirurgia inédita no Brasil: a neurotização da córnea, procedimento realizado em conjunto pelas equipes de Oftalmologia e Neurocirurgia do HCPA. A técnica reconecta a sensibilidade da córnea, permitindo que pacientes que antes não tinham chance de tratamento possam receber um transplante e recuperar a visão.


A cirurgia, que dura cerca de três horas, consiste em dissecar um nervo periférico do próprio paciente — retirado do braço, perna ou testa — e conectá-lo à córnea do lado afetado. “São nervos da espessura de um fio de cabelo. A recuperação é tranquila”, explica a neurocirurgiã de nervos periféricos do HCPA, Marjeane Hockmuller.


Desde outubro de 2024, cinco pacientes já passaram pelo procedimento no Hospital de Clínicas, todos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A sensibilidade pode levar de seis meses a dois anos para retornar, mas os resultados são animadores. José foi um dos primeiros a realizar a cirurgia e, após seis meses, recuperou a sensibilidade e pôde fazer o transplante de córnea.


“Eu precisava do meu irmão para atravessar a rua e até para me movimentar em casa”, conta.

Hoje, José comemora a independência e o retorno das pequenas alegrias do cotidiano:


“Agora já consigo fazer as coisas sozinho — e voltei a brincar com minha neta”.

Fonte: Correio do Povo

 
 
 

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