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Estiagem teve mais impacto do que o tarifaço para as exportações do agro gaúcho

  • Foto do escritor: Saimon Ferreira
    Saimon Ferreira
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Principal produto da pauta, soja teve recuo no volume embarcado de 22%, reflexo da quebra de safra causada pelo tempo seco

Foto: Renan Mattos
Foto: Renan Mattos

Os números das exportações do agronegócio gaúcho em 2025 mostram que, para os negócios, o peso da estiagem foi maior do que o do tarifaço. Principal produto da pauta, a soja em grão teve uma queda de 22% em volume embarcado e de 24% em receita. No total, o Estado comercializou 23 milhões de toneladas de produtos do setor, uma queda de 5,9% sobre o resultado de 2024.


— Sem a menor sombra de dúvida, traz o impacto direto da estiagem. Tivemos bons desempenhos, por exemplo, na carne bovina, na suína. Foi um ano ótimo nas exportações, tirando a soja — pontua Renan Hein dos Santos, assessor de Relações Internacionais da Federação da Agricultura do Estado (Farsul).


A queda na exportação do grão, por sua vez, tem relação direta com o volume colhido no ano passado, quando nova estiagem afetou a produção do grão, que encolheu 27,4%.


Com tamanha representatividade na pauta e perda expressiva na quantidade, a soja acabou ofuscando os outros resultados. Como o da carne bovina, que teve alta de 48% no volume embarcado, apesar do tarifaço. Na carne suína, o aumento foi de 22%. E, mesmo no frango, em que houve 1% de   redução, a performance é considerada positiva frente ao impacto que poderia ter havido em em razão do caso de influenza aviária registrado em maio do ano passado. 


— Se fosse um ano de normalidade da soja, a gente provavelmente estaria falando de recorde — estima Santos.


Efeito importante  


Nos chamados produtos florestais, o efeito do tarifaço aparece com força, com diminuição de 13% na quantidade embarcada pelo RS para todos os destinos.


Os top cinco 


Os maiores volumes exportados (em milhões de toneladas)

1) Soja em grãos: 8,29 (-22%)

2) Farelo de soja: 3,97 (+11%)

3) Produtos florestais: 3,38 (-13%)

4) Trigo: 2,21 (-3%)

5) Arroz: 1,26 (+20%)


As maiores receitas (em US$ bilhões)


1) Soja em grãos: 3,49 (-24%)

2) Fumo e seus produtos: 3,05 (+11%)

3) Produtos florestais: 1,44 (-12%)

4) Farelo de soja: 1,29 (-11%)

5) Carne de frango: 1,25 (-1%)


Fonte: Farsul, a partir de dados do MDIC, via GZH

 
 
 

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