Família relata desespero após RGE negar ligação de energia mesmo diante de decisão judicial em Santiago
- há 15 horas
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Justiça determinou que o fornecimento fosse ligado em até 48 horas, sob pena de multa diária de R$ 1 mil; concessionária alega falta de segurança no local

Um vídeo gravado por Glaucia Brutti mostra o drama enfrentado por uma família de Santiago que busca conseguir a ligação de energia elétrica na residência onde vive. Mesmo após uma decisão judicial determinar que o serviço fosse realizado no prazo de 48 horas, a família recebeu uma nova negativa da concessionária responsável pelo fornecimento.
Nas imagens, Glaucia aparece bastante abalada após procurar atendimento junto à RGE levando a decisão da Justiça. Segundo seu relato, apesar da determinação judicial, foi informada de que a ligação de energia não seria realizada.
“Eu não aguento mais”, desabafou Glaucia durante a gravação.
Parte do vídeo foi registrada logo após ela deixar o atendimento da concessionária, onde recebeu a nova negativa. O restante foi gravado posteriormente, já na residência da família.
Imóvel possui alvará e teve financiamento aprovado
De acordo com as informações apresentadas pela família, o imóvel foi construído por eles, possui alvará expedido pelo Município de Santiago e também teve aprovação da Caixa Econômica Federal para financiamento habitacional.
Apesar disso, a residência permanece sem fornecimento de energia elétrica.
A disputa chegou à Justiça, que determinou que a concessionária providenciasse a ligação em até 48 horas, estabelecendo multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento.
Mesmo após a decisão, a concessionária manteve a negativa. Em documento entregue à família nesta quinta-feira (3), a RGE apontou como justificativa a existência de “falta de segurança no local”, sustentando ainda que a medição estaria localizada na faixa de domínio da rede de transmissão.
Laudo técnico contesta impedimento apontado pela concessionária
No processo, porém, consta um laudo técnico apresentado pelo proprietário e elaborado por engenheiro eletricista, acompanhado de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).
Segundo as informações constantes nesse documento, o padrão instalado atenderia às normas da própria concessionária, estaria localizado a 18 metros do eixo da linha de transmissão e, portanto, fora da faixa de domínio indicada pela empresa.
O caso também teve manifestação do Ministério Público de 2º Grau, que se posicionou contra o recurso apresentado pela RGE. Conforme a manifestação mencionada no processo, o impedimento técnico alegado pela concessionária não teria sido comprovado nos autos.
Família vive no imóvel sem eletricidade
A situação ganha contornos ainda mais delicados devido às condições enfrentadas dentro da residência. Um dos filhos da família é menor de idade e possui TEA e TDAH.
Conforme registrado no processo, a família permanece morando no imóvel sem energia elétrica, havendo necessidade de refrigeração de medicamentos e de manutenção de uma rotina estável para a criança.
O relato de Glaucia expõe a angústia acumulada durante a tentativa de conseguir um serviço considerado essencial, mesmo após a questão chegar ao Judiciário.
O caso deverá continuar sendo acompanhado diante da determinação judicial e da manutenção da negativa por parte da concessionária. O espaço permanece aberto para manifestação da RGE e para eventuais esclarecimentos sobre as razões técnicas apontadas pela empresa.



























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