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Há 61 anos, Rio Grande do Sul registrava a maior nevasca da história

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

Fenômeno ocorrido em agosto de 1965 cobriu municípios do Noroeste gaúcho de branco e ficou marcado na memória de moradores da região

Há exatos 61 anos, entre os dias 19 e 20 de agosto de 1965, o Sul do Brasil vivenciava um dos episódios de neve mais marcantes e abrangentes de sua história. A intensa nevasca atingiu diversas regiões e transformou completamente a paisagem, deixando cidades, campos e estradas cobertos de branco.

Relatos históricos apontam que, em algumas localidades, a neve caiu por cerca de 20 horas consecutivas. O fenômeno não ficou restrito às áreas mais altas da Serra Gaúcha, tradicionalmente associadas à ocorrência de neve. Também foram registrados episódios no Norte e Noroeste do Rio Grande do Sul, Meio-Oeste de Santa Catarina e Sudoeste do Paraná.

A nevasca ocorreu em um momento especialmente difícil para o Rio Grande do Sul. Naquele período, o Estado já enfrentava fortes chuvas, enchentes e cheias de rios. Com a chegada de uma intensa massa de ar frio e a brusca queda das temperaturas, a chuva deu lugar à neve em diversos municípios.

Na Região Noroeste do Rio Grande do Sul, o fenômeno foi amplamente registrado. Municípios como Tucunduva, Novo Machado e Tuparendi estão entre as localidades que ficaram cobertas de branco. Em Tuparendi e Novo Machado, registros históricos mostram a intensidade do episódio ocorrido em 20 de agosto de 1965.

As imagens daquela época ajudam a dimensionar um fenômeno que atravessou gerações e permanece na memória de muitas famílias. Casas, ruas, árvores, lavouras e campos ganharam uma aparência pouco comum para a região, formando cenários que lembravam localidades de inverno rigoroso.

Passadas mais de seis décadas, a nevasca de agosto de 1965 continua sendo lembrada como um dos grandes acontecimentos climáticos registrados no Sul do país e um episódio histórico para os municípios do Noroeste gaúcho.

Colaboração: Tiarles Almeida, com fotos de Novo Machado, e Iraldino Gaviraghi, com registros de Tuparendi.


Fonte: Caçadores de Notícias

 
 
 

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