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José Augusto Andretta comemora 15 anos de empreendedorismo

13 de set. de 2023
3 min de leitura

O empresário enxergou longe quando se deparou com a oportunidade de transformar a diversidade de artigos produzidos através do couro, como sua principal fonte de renda

Há 15 anos, José Augusto Andretta, enxergou longe quando se deparou com a oportunidade de transformar a diversidade de artigos produzidos através do couro, como sua principal fonte de renda.


Ele que já atuava no ramo como funcionário de um ateliê calçadista de Nova Esperança do Sul, abraçou a ideia de abrir sua própria fábrica no momento em que o setor estava em uma forte crise econômica e resultou na demissão em massa de funcionários, inclusive da empresa onde ele trabalhava que também tinha um ateliê fixado em Santiago.


“O ramo do couro é de muitas altas e baixas pois o valor é baseado exclusivamente no valor do dólar, e neste ano de 2006 a crise foi muito forte”, afirma Andretta.

Em meio a esta situação ele e um amigo encararam o desafio de abrir o seu próprio ateliê, arrumando parcerias com empresas da Serra Gaúcha que terceirizavam a produção dos cabedais de calçados.

“Nós conseguimos reempregar cento e quatorze (114) pessoas que haviam sido demitidas aqui no município”, explica ele, enfatizando que isto só foi possível porque receberam apoio financeiro de amigos, familiares e do então prefeito do município, José Francisco Gorski.


“A prefeitura nos cedeu o prédio, onde iniciamos nossas atividades, pagavam a luz e o transporte dos funcionários e assim conseguimos oportunizar para estas pessoas uma chance de recomeçar”, contou.

Com o passar dos anos, outras oportunidades foram batendo à porta dos dois amigos que, por consenso comum decidiram expandir abrir o leque de produção também para o ramo dos estofados, prestando serviços para a conceituada empresa Minuano.


“Neste momento decidimos nos separar para que cada um tocasse sua própria empresa: ele a de calçados e eu a de estofados”, explica Andretta.

Um novo desafio


No inicio desta jornada, em 2010, a empresa produzia vinte (20) peças de estofados por dia, sendo que no Rio Grande do Sul, haveria mais quatro ateliês que também recebiam terceirização de serviço da Minuano. Hoje, passados 13 anos, o ateliê de Santiago é o único que produz para a empresa e, diariamente confecciona noventa (90) peças por dia, o que oportuniza a geração de setenta (70) empregos diretos.


Oportunidade


O empresário destaca que uma das maiores dificuldades encontradas é a falta de mão de obra e, como alternativa de resolver esta situação, ele e alguns de seus funcionários decidiram ofertar de forma totalmente gratuita uma oficina de corte e costura de couro, onde os alunos aprendem desde o início a formas de manuseio, corte, preparo de peças, costura e revisão.


“Destas pessoas, sempre selecionamos alguém que se destaca para fazer parte da nossa equipe, e os demais ficam aptos para trabalhar no mercado”, salienta ele.

Controle de qualidade


O empresário, que desde o inicio de sua caminhada priorizou o bem estar de cada funcionário, colhe os frutos desta atenção no resultado de cada peça produzida.


“Nós procuramos entender cada situação, e mesmo quando algum funcionário não quer mais trabalhar conosco, o que muitas vezes acontece por problemas familiares, a gente procura orientar da melhor forma, pois cada pessoa aqui dentro é um pedaço da empresa”, explana ele destacando ainda que o controle de qualidade das peças é extremamente rigoroso.


“Temos uma revisão em cada etapa da produção, desde o corte até a costura, e nosso aproveitamento é de quase 100%, no que se refere a mão de obra”, disse ele, relacionando este feito a dedicação recebida de cada um de seus colaboradores.


Nasce a La Collina


Visando ampliar seus negócios, José Augusto Andretta, que é casado com Silvana Floriano, decidiu apostar também na fabricação de bolsas com matéria prima baseada em couro. Nesta oportunidade surgiu a La Collina, que hoje confecciona artigos femininos e masculinos, de acordo com o gosto e desejo de cada cliente.


“Minha esposa está à frente desta empresa e hoje temos uma loja física onde disponibilizamos alguns produtos e, além disso, também ofertamos ao cliente a opção de escolher o modelo que mais vai lhe agradar e fabricamos por encomenda”, explicou.

A pesar de estar engatinhando, com apenas três (03) anos de existência, os planos para a La Collina voam além das fronteiras de Santiago.


“Nossa intenção é de expandir as vendas para todo estado e país, e com isso aumentar ainda mais a chance de geração de empregos em nosso município”, finalizou.

Texto: Francieli Sagrilo - Jornal A Folha

 
 
 

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