Justiça decreta falência da Oi; divida acumulada ultrapassa R$ 44 bilhões
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Crise começou há mais de dez anos, após uma estratégia de expansão que buscava transformar a Oi em uma grande operadora nacional e internacional

A Justiça do Rio de Janeiro decretou nesta terça-feira (25) a falência da Oi, uma das empresas de telecomunicações mais tradicionais do Brasil. A decisão encerra uma longa tentativa de recuperação financeira da companhia, que acumulou mais de R$ 44 bilhões em dívidas e cerca de 164 mil credores.
Na prática, a falência significa que a Oi não conseguiu mais recursos suficientes para pagar suas dívidas e manter as atividades. A partir de agora, os bens e recursos da empresa serão administrados dentro do processo de falência para tentar pagar os credores, seguindo a ordem prevista na legislação.
A decisão foi tomada pela Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). O advogado Bruno Rezende foi nomeado administrador judicial, responsável por acompanhar o processo.
processo.
Como a Oi chegou à falência?
A crise começou há mais de dez anos, após uma estratégia de expansão que buscava transformar a Oi em uma grande operadora nacional e internacional. O projeto envolveu a fusão com a Brasil Telecom e, posteriormente, a Portugal Telecom.
A empresa entrou em recuperação judicial pela primeira vez em 2016, mas não conseguiu se recuperar financeiramente. Em 2025, a Justiça chegou a decretar a falência da companhia, mas a decisão foi suspensa após recursos apresentados por bancos.
Desde então, a Oi voltou ao processo de recuperação judicial, mas continuou enfrentando dificuldades para levantar dinheiro com a venda de ativos e pagar seus compromissos.
O que acontece agora?
A Oi tinha patrimônio líquido negativo superior a R$ 22,6 bilhões e não possuía caixa suficiente para manter suas operações. Em documento apresentado à Justiça, a empresa informou que poderia ficar sem recursos para pagar despesas essenciais ainda em agosto.
A situação também afetou funcionários e fornecedores. Cerca de 60% dos trabalhadores foram demitidos recentemente, e fornecedores chegaram a suspender serviços por falta de pagamento.
Entre os credores estão bancos, fornecedores, trabalhadores e pequenas empresas. Os funcionários representam 8.327 credores, com cerca de R$ 1,03 bilhão a receber.
Agora, a Justiça deverá organizar a relação de credores e definir os pagamentos conforme a ordem estabelecida pela legislação. O objetivo do processo de falência é administrar o patrimônio que restou da empresa e distribuir os recursos disponíveis entre aqueles que têm valores a receber.
Fonte: O Liberal




























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