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Ladrões atacam banco, fazem cordão humano e atiram contra a BM em Amaral Ferrador

13 de mai. de 2022
2 min de leitura

Foto: Divulgação

A agência do Banrisul de Amaral Ferrador, no sul do Estado, foi alvo de ladrões no começo da tarde desta sexta-feira (13).


O assalto envolveu cerca de quatro criminosos, que portavam fuzis. De acordo com a Brigada Militar, os bandidos renderam clientes e obrigaram reféns a formarem um cordão humano. Um carro Fit foi incendiado em frente à agência.


Conforme o coronel Douglas Soares, subcomandante da BM, o batalhão da Brigada também foi atacado pelo grupo.


— Normalmente, nesse tipo de ação, eles fazem com que a guarnição não consiga sair do quartel. Às vezes usam miguelitos (pregos retorcidos), às vezes fogo. Nesse caso, eles efetuaram disparos em direção ao quartel — explica o coronel.


Foto: Divulgação


— É quase uma ação de terrorismo. Quem se envolve, eventualmente usa como estratégia a contenção dos órgãos de segurança, para evitar uma reação contra os assaltantes — complementa o oficial.

Segundo informações da prefeitura de Amaral Ferrador, os criminosos fugiram em uma caminhonete Toyota SW4, que foi roubada de um vereador da cidade.


Segundo a BM, três pessoas foram levadas pelos bandidos na fuga. Ficaram sob a mira dos ladrões até a saída da cidade e deixadas cerca de 2 quilômetros do banco atacado. Ninguém se feriu, de acordo com a BM. Não há informações sobre a quantia roubada do banco.






Segundo informações da Brigada Militar, batalhões de Choque e de Operações Especiais estão em busca dos criminosos na região. O Batalhão de Aviação também está indo para o local para auxiliar na procura pelo bando.


— Nosso foco agora é fazer o cerco para capturarmos os criminosos — explica o coronel Soares, sem detalhar para qual direção o grupo escapou.



Foto: Divulgação


Essa não é a primeira vez que a cidade é alvo de ladrões de banco. Em 31 de maio de 2021, criminosos também atacaram o Banrisul de Amaral Ferrador. Esse tipo de ação, na qual pequenas cidades são sitiadas, moradores são feitos reféns e obrigados a formarem cordão humano, é conhecida como novo cangaço.



Foto: Divulgação


Segundo indicadores da criminalidade da Secretaria da Segurança Pública (SSP), divulgados nessa quinta-feira, foram 11 ataques a banco de janeiro a abril de 2022 no Estado. No mesmo período do ano anterior, haviam sido 22 casos.


FONTE: GZH

 
 
 

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