Leite anuncia início das obras nas novas pontes da RSC 287 em Santa Maria
- Saimon Ferreira

- 2 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Estruturas sobre os arroios Grande e Barriga, destruídas na enchente de 2024, terão reconstrução definitiva

O governador Eduardo Leite anunciou, nesta segunda-feira, o início das obras das novas pontes sobre os arroios Grande e Barriga, em Santa Maria, na RSC 287. As estruturas, levadas pelas enchentes de maio de 2024, serão substituídas por projetos modernos e resilientes, que incluem duplicação de pista, alteamento do leito da rodovia e soluções de engenharia voltadas a suportar futuros eventos climáticos extremos.
“Vamos entregar obras mais modernas, mais seguras e preparadas para enfrentar os desafios de um clima cada vez mais extremo”, disse Leite. O secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, avaliou que a intervenção vai além da reposição da estrutura destruída. “Não se trata apenas de restabelecer uma ponte nas condições em que estava, mas de entregar uma estrutura nova, moderna e preparada para resistir a eventos climáticos extremos”, frisou.
No Arroio Grande, no quilômetro 226 da rodovia, serão construídas duas novas pontes, cada uma com 11,1 metros de largura e mais de 60 metros de comprimento, além da duplicação de 800 metros de pista elevada em aproximadamente 2 metros com aterro em pedra. O investimento estimado é de R$ 60 milhões. O cronograma prevê a conclusão da primeira ponte em seis meses e da segunda em sete meses, totalizando 13 meses de execução.
Já no Arroio Barriga, no quilômetro 167, o projeto prevê a construção de uma ponte com 12 metros de largura e mais de 50 metros de comprimento, além da adequação da pista existente aos novos critérios de dimensionamento hidráulico. O alteamento da rodovia será de aproximadamente 2 metros em relação à antiga estrutura, utilizando cerca de 11 mil m³ de aterro em pedra, para maior resistência às cheias. O investimento é estimado em R$ 20 milhões, com cerca de 100 trabalhadores envolvidos e prazo de seis meses para conclusão.
As intervenções serão executadas pela concessionária Rota de Santa Maria (Grupo Sacyr). “Estamos falando de uma ponte mais resiliente: dois metros mais alta, mais larga, construída sobre fundações sólidas para resistir a eventos climáticos de alto impacto”, disse o diretor da Sacyr América Latina.Cristian Sandoval Cataldo,
Resiliência
A rodovia foi uma das mais afetadas pela catástrofe climática. Desde a queda da estrutura sobre o Arroio Grande, o tráfego na região foi mantido com apoio do Exército Brasileiro, que instalou pontes metálicas provisórias. Elas serão desativadas após a entrega das novas obras. Leite destacou que as obras não representam apenas a reposição do que foi perdido, mas a oportunidade de construir um Rio Grande do Sul mais preparado para o futuro.































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