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Padrasto é preso após estudante denunciar abuso sexual por meio de questionário em escola de Santa Maria

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

Polícia Civil afirma que adolescente relatou que era abusada desde os 11 anos por homem.

Foto: Polícia Civil/Divulgação
Foto: Polícia Civil/Divulgação

Um homem de 42 anos foi preso preventivamente em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, depois que a enteada dele, de 13 anos, denunciou supostos abusos sexuais por meio dos questionamentos de uma ficha disponibilizada pela escola em que ela estuda. A prisão ocorreu no sábado (14), e o homem não teve o nome divulgado.


De acordo com o relato da menina, a ficha preenchida pela escola indicava sinais de que os abusos teriam começado quando a menina tinha 11 anos. A adolescente relatou o caso para a coordenação da escola e eles descreveram a partir de um documento para compartilhamento de informações sobre possíveis casos de violência.


Segundo a delegada Luiza Sousa, essas fichas são distribuídas para a toda a rede de educação e, quando alguma ocorrência que envolva crime é notada pelas escolas, a polícia é acionada. Neste caso, a instituição registrou na ficha que a vítima teria relatado que era abusada pelo padrasto e que se automutilava.

“Instauramos um procedimento, e foi bem surpreendente, porque a mãe não sabia de nada quando foi chamada na delegacia. Em depoimento, a menina revelou que os abusos tinham acontecido até o dia anterior”, diz.

Ainda segundo a polícia, o padrasto seguia ameaçando a vítima: “Ele dizia que, se ela contasse algo, ele mataria ela e a mãe. Diante desse temor, ela nunca teve forças para relatar, de pedir socorro até então”, completa.


Fichas alavancaram denúncias, diz delegada


O documento foi criado por um Comitê de Escuta Especializada da Prefeitura de Santa Maria. A delegada explica que o grupo, que reúne Conselho Tutelar e outros órgãos municipais, encontra-se mensalmente para tratar de assuntos referentes à proteção de criança e adolescentes.


Somente em 2025, a Polícia Civil local recebeu 400 fichas com indicativos de crimes ou abusos. Luiza explica que a ficha "impessoalizou a denúncia", e isso fez com que as denúncias aumentassem.


“Havia muito receio de represálias por parte do denunciante. A escola assina a ficha, não é uma professora, é a instituição. Se tornou fácil a comunicação”, comenta.


Perguntas da ficha


A ficha, respondida pela escola, ou outro órgão, tem perguntas sobre qual é o tipo de violência sofrida, quem é o suposto agressor e há quanto tempo ocorre a violência. Há ainda um campo para seja descrita a situação, cite fatos anteriores e dê sua impressão, enquanto adulto responsável pelo preenchimento, sobre o que está acontecendo.


Fonte: g1 RS

 
 
 

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