Perito em leitura labial confirma que Rafael Ramos proferiu ofensas raciais contra Edenilson

O volante Edenilson do Internacional sofreu mesmo injúria racial no jogo contra o Corinthians, no último sábado (14/05). Pelo menos é o que garante o perito Roberto Meza Niella, ouvido pela Rádio Gaúcha na manhã desta segunda-feira (16/05).
No programa “Timeline” da emissora, o profissional forense confirmou que Rafael Ramos, do Corinthians, teria dito a palavra “macaco”.
"Eles estão de frente para a câmera e é possível ler o posicionamento dos lábios do Ramos. Podemos identificar de forma tênue a frase que todo mundo está dizendo, que é a palavra "macaco". E vem na sequência um palavrão que não fica muito claro na definição dos lábios dele. Temos que tomar esse cuidado, mas me parece que é "do c...". A frase completa seria 'macaco do c...'— Roberto Meza Niella, perito judicial, em entrevista à Rádio Gaúcha
Um inquérito policial será aberto contra o lateral Rafael Ramos, do Corinthians, para investigar as acusações de supostas injúrias raciais cometidas contra Edenilson, autor da ação.
"Eu sei o que ouvi", disse o atleta do Inter após empate por 2 a 2 pelo Brasileirão, sábado.
A polícia pretende pedir leitura labial. O episódio ocorre dias depois de a CBF e a Conmebolse manifestar no sentido de endurecer punições para clubes e envolvidos com esse tipo de comportamento.
Rafael Ramos negou as acusações ainda durante o jogo, mas foi trocado pelo técnico Vítor Pereira, português como ele. Após a partida, ele foi preso em flagrante por cometer injúria racial e só foi liberado para embarcar com a delegação do Corinthians para Buenos Aires, onde o time joga pela Libertadores nesta semana, contra o Boca Juniors, depois de pagar fiança de R$ 10 mil.
Ramos foi preso ainda no vestiário do Estádio Beira-Rio. Se confirmado o ato, ele pode pegar punição de dois meses ou cinco partidas, além de multa.
Edenilson prestou queixa-crime com o auxílio dos advogados do Inter. Disse ter sido chamado de "macaco". O atleta corintiano se defendeu alegando "mau entendimento".



























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