top of page

RS tem quase 50 golpes virtuais registrados a cada dia; veja os 10 tipos mais comuns e como se proteger

  • há 9 horas
  • 4 min de leitura

Esquemas envolvem de envio de boletos falsos a extorsão por criminosos se passando por autoridades

Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS
Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Boletos falsos enviados por e-mail, promessas de lucro rápido com investimentos, extorsão para não divulgar imagens íntimas. As táticas mudam, mas há uma origem comum: o uso da internet por criminosos para lesar pessoas.


No Rio Grande do Sul, o número de golpes virtuais cresceu 7,9% em 2025, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP). Foram 17.555 registros no ano passado (média de 48 a cada dia), contra 16.274 em 2024, uma alta de 1.281 casos.


Segundo o delegado Filipe Bringhenti, diretor da Divisão de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil, ainda que diferentes, os golpes têm elementos comuns.


— Há duas principais metodologias. A primeira é o uso de dados vazados na internet para contato com a vítima. A segunda envolve a exposição de ofertas ou promoções de produtos e serviços que jamais serão entregues. Em todos os casos, a prevenção passará por encerrar o contato ou acesso e contatar os canais oficiais das empresas — resume Bringhenti.


Veja os 10 golpes mais comuns investigados pela polícia no RS


Falso familiar (troca de número)


O que é: fingindo ser um parente da vítima, o criminoso diz ter mudado de telefone e pede valores via Pix para pagar uma conta ou resolver uma emergência.


Como se proteger: confirme a história ligando para o número antigo ou para outro familiar antes de enviar dinheiro. Desconfie de pedidos urgentes via Pix e nunca faça transferências sem verificar a situação.


Falsa central de atendimento


O que é: golpista se apresenta como funcionário de uma empresa – em muitos casos de um banco –, afirma que uma compra suspeita foi feita em nome da vítima e convence a pessoa a informar senhas, códigos ou fazer transferências para cancelar o processo.


Como se proteger: bancos não pedem senha ou código por telefone. Termine a ligação e contate o número oficial no cartão ou site da instituição financeira. Nunca transfira valores para “cancelar” uma compra suspeita.


Falso gerente de conta


O que é: o golpista se identifica como gerente ou funcionário do banco da vítima. Costuma ser uma abordagem mais “personalizada”, pois, antes, o criminoso obteve dados do alvo para dar aparência de legitimidade e direcionar operações bancárias.


Como se proteger: não compartilhe senhas, tokens ou códigos. Desconfie de contatos inesperados, mesmo com dados pessoais corretos. Confirme a informação diretamente no aplicativo ou na agência do banco.


Falso advogado


O que é: após processos judiciais reais, criminosos informam que há valores a receber, mas exigem pagamento prévio de taxas.


Como se proteger: confirme a história ligando para o número conhecido de seu advogado. Consulte o processo no site oficial do tribunal e confira se a decisão que supostamente lhe favorece realmente foi publicada. Desconfie de cobrança antecipada para liberar valores judiciais.


Falso leilão de veículos ou imóveis


O que é: golpistas criam imitações de sites de empresas leiloeiras e divulgam pregões falsos. A vítima participa da disputa, “ganha” e paga o sinal – valor pago antecipadamente pelo arrematante –, mas o bem não existe.


Como se proteger: verifique se o site é oficial e confira CNPJ e contatos. Desconfie de preços muito abaixo do mercado. Além disso, confirme o leilão diretamente com a empresa antes de pagar sinal e, se possível, vá conhecer o veículo e confirmar se ele se encontra à disposição do leiloeiro que está expondo o bem virtualmente.


Falsa promoção ou prêmio


O que é: promessa de brinde ou desconto extraordinário mediante pagamento de frete ou preenchimento de dados.


Como se proteger: desconfie de brindes que exigem pagamento de taxa ou frete. Não informe dados pessoais em links recebidos por mensagem. Confirme a promoção nos canais oficiais da marca.


Falso investimento/corretora


O que é: criminosos simulam uma corretora de investimentos que promete lucro rápido e acima da realidade do mercado. A vítima transfere valores e tem acesso a uma plataforma com dados falsos, que indicam a valorização do patrimônio. No entanto, os valores não são pagos quando o cliente tenta sacar o dinheiro.


Como se proteger: desconfie de promessa de lucro rápido e garantido. Verifique se a empresa é autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Nunca transfira dinheiro para contas de pessoas físicas indicadas por supostos consultores. Não invista dinheiro seguindo orientação de uma empresa que não possui sede física para ser verificada e que não possui referência de atendimento autêntico.


Boletos ou tributos falsos


O que é: guias adulteradas ou fraudulentas que imitam cobranças oficiais são enviadas por mensagens ou e-mails. A vítima paga, mas o valor é direcionado para a conta de estelionatários.


Como se proteger: gere guias apenas em sites ou aplicativos oficiais do governo. Confira CNPJ e beneficiário antes de pagar. Evite pagar boletos recebidos por WhatsApp ou e-mail sem confirmação.


Golpe dos nudes


O que é: após troca de imagens ou conversa íntima, a vítima passa a ser ameaçada para realizar pagamentos. Os golpistas se passam por pais e autoridades – como policiais e juízes – e exigem dinheiro para não levar o caso à polícia ou não divulgar os conteúdos para pessoas próximas à vítima.


Como se proteger: não envie dinheiro nem ceda a ameaças. Pare o contato e guarde provas, denuncie o caso à Polícia Civil e faça um boletim de ocorrência, além de bloquear o golpista. Em geral, o pagamento não faz que o criminoso pare de pedir valores.


Links falsos (phishing)


O que é: mensagens de texto ou e-mails levam a páginas que imitam bancos ou lojas para capturar senhas e usuários dos alvos e dados de cartões bancários.


Como se proteger: não clique em links suspeitos e verifique o endereço do site antes de inserir dados. Ative autenticação em dois fatores para proteger suas contas em aplicativos e contas de e-mail. Utilize antivírus em computadores e telefones celulares.


Fonte: Delegado Filipe Bringhenti, diretor da Divisão de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Rio Grande do Sul via GZH

 
 
 

Comentários


PUBLICIDADE PADRÃO.png

Destaques aqui no site!

Quem viu esse post, também viu esses!

bottom of page