Saco de carvão que acende 'sozinho' vira negócio de R$ 1 milhão no RS
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Empreendedor do Rio Grande do Sul transformou dificuldade de acender o carvão em negócio milionário; solução dispensa álcool e facilita o uso da churrasqueira.

A criação de um empreendedor do interior do Rio Grande do Sul pode facilitar a vida de muitos churrasqueiros pelo país. Com foco em aumentar a segurança de quem precisa acender a churrasqueira, Wilian Biolo, de Pareci Novo, criou um saco de carvão que acende “sozinho” e transformou a ideia em um negócio milionário.
A solução funciona de forma simples. O carvão já vem dentro de uma embalagem com um dispositivo interno acoplado, responsável por iniciar e manter o fogo. Para usar, o consumidor precisa apenas rasgar duas partes do pacote, acender o dispositivo embutido e posicionar o produto em pé na churrasqueira.
Dentro da embalagem, há uma estrutura de madeira projetada para garantir a circulação adequada de ar — um fator essencial para que o fogo se espalhe e o carvão atinja o ponto ideal.
Esse sistema permite que o acendimento aconteça de forma mais rápida e uniforme, dispensando a necessidade de assoprar ou abanar.
Outro diferencial está nos materiais utilizados. A embalagem é feita de papel kraft natural, com tintas à base de água e cola vegetal, o que permite que todo o conjunto seja queimado junto com o carvão, sem interferir no sabor dos alimentos.
A ideia surgiu da combinação de duas experiências de Biolo: o contato com churrasqueiras desde jovem, em uma churrascaria da família, e a atuação por mais de duas décadas como bombeiro voluntário, lidando com incêndios e a prevenção de acidentes.
Após cerca de dois anos de testes e mais de 200 protótipos, o produto chegou ao mercado. Hoje, o negócio opera em um galpão com quatro funcionários e produz até 5 mil pacotes por mês, vendidos em embalagens de três e quatro quilos, a um preço médio de R$ 32.
O produto é distribuído para diferentes estados do país — e os números mostram o crescimento do negócio: o faturamento, que era de cerca de R$ 62 mil no primeiro ano de vendas, chegou a R$ 1 milhão em 2025.
Para o empreendedor, o caminho até o sucesso exigiu persistência. “Nesses dois anos de protótipos, a gente desanima, duvida, mas eu nunca desisti. Hoje vejo que o produto deu certo e que não sai mais do mercado”, diz.
Fonte: G1 rs






























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