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Anvisa libera produção de etanol injetável, usado como antídoto contra o metanol

  • Foto do escritor: Saimon Ferreira
    Saimon Ferreira
  • 14 de out.
  • 2 min de leitura

Serão produzidos 12 mil amplos pela laboratório Cristália, que irá doar o lote para o Ministério da Saúde

Foto: Laboratório Cristália
Foto: Laboratório Cristália

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou produção de doses de etanol injetável, usado como antídoto para casos de intoxicação por metanol. O laboratório Cristália Produtos Químicos e Farmacêuticos fez a solicitação para a produção no dia 9 e, após a análise obrigatória pela Anvisa, a confecção das doses foi liberada. O lote de 12 mil ampolas produzido pelo Cristália será todo doado para o Ministério da Saúde.


O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, destacou a articulação entre a Anvisa, o Ministério da Saúde e o setor produtivo, fundamental para enfrentar a situação que o país vive.


"Nos momentos decisivos, momentos de emergência que o país tem, a indústria sempre se prontificou a atender da melhor forma possível. Nesse caso, é possível ver mais uma vez a celeridade da ação da do Ministério da Saúde e da Anvisa para proteger a saúde da população brasileira, completou", declarou Safatle.


Fundado há 53 anos, o Laboratório Cristália é um complexo industrial farmacêutico, farmoquímico, biotecnológico, de pesquisa, desenvolvimento e inovação 100% brasileiro. Ele conta com cerca de 6.200 colaboradores e 10 plantas produtivas próprias.


“Estamos sempre atentos às necessidades do País e assim que a Anvisa publicou as normativas, fomos a primeira empresa a entrar com a solicitação de aprovação para produção”, explica. Ogari Pacheco, médico, presidente do Conselho e fundador do Laboratório Cristália. “Quando o Brasil precisa, o Cristália responde”, complementa.


Etanol farmacêutico


O etanol farmacêutico é uma substância capaz de reverter a intoxicação do metanol. Ele pode ser administrado por equipes de saúde antes mesmo da confirmação do quadro por exame laboratorial. O etanol farmacêutico exige prescrição e monitoramento médico, não devendo ser comprado e aplicado pela população em geral.


Primeiros antídotos


Na última quinta-feira chegou ao Brasil um lote com 2,6 mil ampolas do antídoto fomepizol. O medicamento também é utilizado no tratamento de casos de intoxicação por metanol. O remédio foi distribuído pelo Ministério da Saúde para as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando a capacidade de resposta a surtos de intoxicação causados pela ingestão de bebidas alcoólicas contaminadas.

O lote do medicamento foi adquirido por meio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) após a Anvisa autorizar a sua importação excepcional. Na sexta-feira o Rio Grande do Sul recebeu 80 doses do fomepizol para utilização em possíveis casos confirmados no Estado.


Como é o processo de regularização


A Anvisa aprovou a Resolução 994/2025 com procedimentos temporários e emergenciais para a fabricação de álcool etílico injetável, destinado ao tratamento de intoxicação por metanol. Para regularizar o medicamento na agência, a empresa fabricante deve estar localizada no Brasil e atender aos requisitos sanitários previstos.


Os medicamentos produzidos deverão seguir critérios técnicos de qualidade para uso humano e terão prazo de validade de até 120 dias. O reforço na produção do etanol é uma das medidas da Anvisa para enfrentar os casos de intoxicação por metanol.


Fonte: Correio do Povo

 
 
 

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