Caso suspeito de ebola é descartado em paciente no RS
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Idoso tinha estado de saúde investigado desde a última quinta-feira

O governo do Rio Grande do Sul descartou o caso suspeito de Ebola investigado em um paciente de 64 anos residente na Região Metropolitana de Porto Alegre. O resultado negativo foi confirmado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pela análise das amostras.
O homem estava sendo monitorado desde quinta-feira (11), quando procurou atendimento em uma unidade de saúde de Novo Hamburgo. Posteriormente, ele foi transferido para Porto Alegre para acompanhamento especializado.
De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, o paciente possui histórico recente de viagem a Uganda, país africano que registra casos da doença, segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS). A confirmação do resultado negativo foi comunicada pela Fiocruz ao Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs).
Em nota, a secretária estadual da Saúde, Lisiane Fagundes, destacou a atuação dos órgãos de vigilância diante da suspeita.
“A adoção imediata dos protocolos de vigilância demonstra a capacidade de resposta do sistema de saúde para situações que exigem investigação de doenças de potencial risco à saúde pública. O monitoramento do caso segue sendo realizado pelas equipes de assistência e vigilância em saúde”, afirmou.
Durante a investigação, o paciente também foi submetido a um teste rápido para malária, que apresentou resultado positivo para Plasmodium falciparum. Com isso, o tratamento específico para a doença foi iniciado.
Na sexta-feira (12), o homem foi transferido para o Grupo Hospital Conceição, em Porto Alegre. Já neste sábado, amostras foram coletadas e enviadas à Fiocruz para a realização do exame que descartou a infecção pelo vírus Ebola. A operação envolveu equipes do Cevs e do Ministério da Saúde. As amostras foram transportadas por uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) até o Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, de onde seguiram para análise laboratorial.
Ebola
Segundo a OMS, o Ebola é uma doença rara, mas grave em humanos, que frequentemente leva à morte – a taxa média de letalidade da doença é de 50%. Ela é causa por vírus que pertencem ao gênero Orthoebolavirus. Seis espécies desse vírus já foram identificadas até o momento, sendo que três causaram grandes surtos:
– Vírus Ebola (EBOV) causador da doença do vírus Ebola (EVD)– Vírus do Sudão (SUDV) causador da doença do vírus do Sudão (SVD)– Vírus Bundibugyo (BDBV) causador da doença pelo vírus Bundibugyo (BVD)
A doença surgiu pela primeira vez em 1976, no Sudão e no Congo, sendo o surto de 2014-2016, na África Ocidental, o mais grave já registrado. O vírus é transmitido aos humanos por animais selvagens, como morcegos, porcos espinhos e primatas. Ele se dissemina entre os humanos pelo contato direto com sangue, secreções ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas e com superfícies e materiais contaminados.
Os principais sintomas do Ebola incluem:
Febre Fadiga* Mal-estar* Dores musculares* Dor de cabeça* Dor de garganta* Vômitos* Diarreia* Dor abdominal* Erupções cutâneas
Em casos graves, há também sinais de comprometimento das funções renais e hepáticas. O intervalo entre a infecção e o início dos sintomas varia de dois a 21 dias.
Fonte- O Sul




























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