Consultoria estima lucratividade positiva da soja em 2025/26
- 24 de set. de 2025
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Datagro ainda projeta recuperação da produtividade no Rio Grande do Sul, além do Mato Grosso do Sul

Levantamento mais recente da consultoria Datagro Grãos indica que, apesar de desempenho inferior ao de 2024/25, a lucratividade bruta da soja brasileira em 2025/26 tende a permanecer majoritariamente positiva. O resultado reflete a combinação entre custos de produção, produtividade e receita esperada, que sustentam margens brutas relativamente favoráveis para os produtores.
Inicialmente, observa-se notável elevação dos custos – em especial no Mato Grosso, Paraná e Goiás – após dois anos consecutivos de retração. Além do aumento nos gastos com insumos (sementes, fertilizantes e defensivos agrícolas), a variação cambial encareceu as compras externas, pressionando os resultados.
No campo da produtividade, as estimativas apontam para bons rendimentos, apoiados no uso regular de tecnologia e em condições climáticas relativamente estáveis, mesmo diante da possibilidade de um La Niña fraco.
A consultoria destaca a recuperação da produtividade média no Rio Grande do Sul e em Mato Grosso do Sul, áreas duramente afetadas por escassez de chuvas em 2024/25. Nos demais estados, a expectativa é de ligeira queda, mas ainda em níveis superiores à média histórica – o que permite alguma diluição dos elevados custos por hectare.
Preços pressionados
Por fim, do lado da receita, a Datagro estima que os preços da oleaginosa permaneçam pressionados em 2025/26, em patamar inferior a este ano, limitando os resultados brutos dos produtores. O recuo reflete a perspectiva de safras cheias nos EUA e no Brasil, levando o mercado global a registrar seu quarto superávit consecutivo.
Consequentemente, projeta-se, ainda em caráter inicial, lucratividade bruta de 46% no oeste do Paraná (x 47% em 2024/25), 17% no sul do Mato Grosso (x 29% em 2024/25) e 25% no sudoeste de Goiás (x 46% em 2024/25).
Recuperações são previstas no norte do Rio Grande do Sul (25% em 2025/26 x -7% em 2024/25) e no sul do Mato Grosso do Sul (21% em 2025/26 x 13% em 2024/25).































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