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Homem diz ter sido dopado durante encontro, ficado 72h desacordado e ter R$ 40 mil roubados em POA

Polícia Civil investiga caso. Vítima de golpe diz não se lembrar de encontro após ter tomado taça de vinho. Homem foi acordado três dias depois, com a mãe batendo na porta do apartamento

Foto: Reprodução

Um homem teve R$ 40 mil roubados de sua conta bancária após ter sido dopado durante um encontro marcado por um aplicativo de relacionamentos em Porto Alegre. A vítima do golpe, que prefere não ser identificada, ficou 72 horas desacordada e só percebeu o crime depois de recobrar a consciência.


"Eu estava tomando a segunda taça de vinho e, de repente, eu não lembro mais nada. Como se tivesse apagado mesmo, de cair no sono", diz.

O caso, ocorrido no início de março, é investigado pela Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância (DPCI), que apura crimes contra grupos vulneráveis, como a comunidade LGBTQIA+. O homem busca restabelecer sua rotina, tentando se recuperar do trauma e das perdas financeiras e materiais.


"De lá pra cá, os dias têm sido um esforço pra voltar a ter alguma esperança. Eu achava que já tinha passado pelas piores coisas que eu podia passar, mas vi que eu estava errado. O que eu realmente gostaria é que essa pessoa não aplicasse esse golpe de novo com outras pessoas. Se esse cara for impedido, é tudo que eu posso pedir", fala.

A vítima do golpe conversou por cerca de 20 dias com o suspeito por meio de um aplicativo de relacionamento. O perfil utilizava fotos reais, segundo o homem. Depois do encontro e de ter ficado cerca de três dias na cama, ele conta ter sido acordado pela mãe, percebendo, então, que tinha sido roubado. Veja mais detalhes abaixo.

Investigação

A delegada Andréa Mattos diz que os procedimentos preliminares da investigação já foram iniciados e que a polícia vai fazer a análise das imagens das câmeras de segurança para identificar o indivíduo.

Em casos como esse, a polícia relata dificuldades em obter detalhes do ocorrido porque muitas vítimas de crimes ficam com medo ou vergonha de denunciar. Outra questão levantada pela delegada é que as pessoas evitem realizar encontros em casa e que informem alguém de confiança.

"Seria interessante que uma terceira pessoa soubesse. Dar uma chave para essa pessoa, [pedir] para chamar a polícia se demorar mais de tanto tempo. Tem acontecido demais", relata.

No dia 31 de março, a polícia prendeu três suspeitos de envolvimento em outros crimes contra homens gays. Após encontros marcados por aplicativo voltado ao público LGBTQIA+, as pessoas eram agredidas e hostilizadas em razão da sexualidade.


Fonte: G1 RS


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