Morte de bebê de 8 meses gera comoção e levanta questionamentos sobre atendimento médico no Vale do Caí
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Valentina Flores da Veiga não resistiu após apresentar febre e manchas pelo corpo; família busca esclarecimentos sobre possível picada de inseto

A morte da bebê Valentina Flores da Veiga, de apenas 8 meses, causou forte comoção em São Sebastião do Caí, no Vale do Caí. A suspeita inicial é de que a criança tenha sido vítima de picada de inseto, possivelmente de aranha, conforme consta na certidão de óbito.
O sepultamento ocorreu na tarde do último domingo (8), no Cemitério Municipal de São Sebastião do Caí, sob clima de profunda tristeza e indignação entre familiares e amigos. A avó da menina, Tânia Maria da Veiga, publicou nas redes sociais um vídeo com mais de uma hora de duração relatando o ocorrido e fazendo críticas ao atendimento recebido. Emocionada, declarou:
“Era o primeiro bebê da minha filha, que ela pediu a Deus com amor”.
Os pais da criança, Nicolas Flores da Silva e Emili Vitória da Veiga Walter, moradores do bairro Vila Rica, procuraram a reportagem do jornal Fato Novo na segunda-feira (9) para relatar a sequência de atendimentos.
Segundo Nicolas, os primeiros sintomas surgiram na sexta-feira, quando Valentina apresentou manchas pelo corpo e febre alta.
“Levamos a nenê no plantão médico do posto de saúde do Caí. Achamos que era por causa do dentinho que estava saindo. Aplicaram uma injeção”, contou.
Ainda conforme o pai, a família percebeu uma marca roxa em um dos dedos da bebê. No sábado, diante da piora do quadro, os pais buscaram atendimento no Hospital Sagrada Família, em São Sebastião do Caí.
“Disseram que fariam exames, mas ela só piorou”, relatou.
Por volta das 19h de sábado, decidiram procurar atendimento no hospital de Portão. Posteriormente, a bebê foi transferida para Montenegro, onde recebeu medicação adicional. Apesar dos esforços, Valentina não resistiu e faleceu às 5h53 da manhã de domingo.
De acordo com o pai, a certidão de óbito registra “picada de inseto” como causa da morte, o que levanta a hipótese de picada de aranha. A família informou que contratou uma advogada e pretende solicitar acesso completo aos prontuários médicos.
“Queremos esclarecimentos sobre o atendimento. Para que isso não aconteça com mais ninguém”, afirmou Nicolas.
A secretária municipal de Saúde de São Sebastião do Caí, Neiva Santos, declarou que mantém contato com o Hospital Sagrada Família para apurar os fatos.
“Queremos saber como aconteceu o atendimento e o que o médico e o hospital têm a dizer em relação a isso”, afirmou.
Procurada, a direção do hospital informou que a Secretaria Municipal de Saúde está ciente do caso e que, no momento, não há autorização para divulgar informações. Também foi solicitado que os pais detalhassem como deixaram a unidade e quais orientações receberam. O caso segue sob apuração.































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