Polícia prende 11 pessoas em investigação de fraude que causou prejuízo de R$ 6 milhões a empresa do noroeste do RS
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Grupo criava documentos falsos de entrega para desviar grãos. Esquema foi descoberto após auditoria interna da cerealista

Uma operação da Polícia Civil de Cruz Alta contra um esquema de fraude milionária contra a Três Tentos Agroindustrial S/A prendeu 11 pessoas na manhã desta quinta-feira (7) no noroeste do Estado. A investigação aponta um prejuízo superior a R$ 6 milhões causado por um grupo suspeito de criar registros falsos de entrega de grãos.
A Operação Romaneio é coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Cruz Alta e ocorre também em Santo Augusto, Boa Vista do Cadeado e Panambi. Conforme a polícia, são cumpridos mandados de prisão, de busca e apreensão e também medidas de sequestro de bens e valores dos investigados.
Conforme a Draco, funcionários da empresa reutilizavam registros verdadeiros de pesagem de grãos para criar romaneios — documentos usados para comprovar cargas e entregas — fictícios. Com isso, simulavam operações que nunca ocorreram.
— O romaneio é aquela fase antes de haver o faturamento da carga. Então, eles pesavam um caminhão legítimo, entregavam para um produtor legítimo e, em seguida, utilizavam esses dados, maquiavam a placa do veículo e colocavam um produtor falso e registravam um outro romaneio, que futuramente seria maquiado, seria faturado — explicou o delegado Ricardo Drum Rodrigues.
De acordo com a investigação, a suspeita é de que os envolvidos manipulavam os dados de cargas já registradas para gerar novos comprovantes fraudulentos, causando prejuízo milionário à cerealista. A fraude foi descoberta após uma auditoria interna realizada pela própria empresa, que identificou inconsistências e acionou a Polícia Civil. A investigação teve início há cerca de um mês e a operação segue em andamento ao longo do dia.
— Foi uma investigação muito rápida, ainda tinha funcionários trabalhando na empresa até dias atrás, então exigiu uma celeridade do Ministério Público e do Poder Judiciário. Foram feitas representações de prisões, de mandado de buscas, sequestro de bens e hoje foi a parte ostensiva — concluiu Rodrigues.
Em nota, a cerealista informou que reitera a política de tolerância zero a práticas ilícitas e reforça seu compromisso permanente com a ética, a transparência e a plena colaboração com as autoridades competentes.
Fonte: GZH




























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