Prefeita de Cacequi é afastada do cargo após decisão liminar
- Isabela Irion
- 3 de set.
- 2 min de leitura
Atualizado: 4 de set.
MP-RS apura possíveis irregularidades em licitações e gestão municipal da prefeita Ana Paula Del Omo

A prefeita de Cacequi, Ana Paula Delolmo (MDB), foi afastada do cargo nesta terça-feira (3), conforme notificação recebida pelo Ministério Público. Não foi informado o prazo em que ela permanecerá afastada. Durante o afastamento, quem assume a prefeitura é o vice-prefeito Edson Fragoso (Republicanos). Ana Paula recebeu a notícia enquanto estava na capital e falou com exclusividade à reportagem sobre a decisão.
Em entrevista, a prefeita disse ter recebido a medida com “profunda tristeza e também surpresa”. Segundo ela, ainda não teve acesso ao processo, mas garantiu que sempre atuou com comprometimento em prol da cidade.
“Tenho total certeza de que sempre fui muito comprometida com a minha cidade, trabalhei muito, tanto que vencemos a eleição com quase 80% dos votos. Minha cidade é motivo de muito orgulho para mim, pelo quanto cresceu e se desenvolveu. Tenho a consciência muito tranquila, nunca roubei nada de ninguém, sou uma trabalhadora, era balconista numa loja de materiais de construção na minha cidade e saí dali, fui vereadora e prefeita, reeleita para o segundo mandato. Agora o meu advogado já está vendo quais os motivos, para podermos recorrer da decisão e seguir o trabalho”, afirmou Ana Paula Delolmo.
O afastamento ocorre após a deflagração da Operação TITERE, realizada em 12 de agosto pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, por meio da Procuradoria da Função Penal Originária (PFPO). A operação investigou possíveis delitos licitatórios, crimes de responsabilidade e práticas ilegais de gestão no município. Com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de Passo Fundo e do 2º Batalhão de Polícia de Choque da Brigada Militar, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede da Prefeitura, na Secretaria de Trânsito e Transporte, em residências de agentes públicos e empresários investigados, bem como em empreendimentos localizados em Cacequi e São Gabriel. Documentos e equipamentos eletrônicos foram apreendidos.
Segundo o Ministério Público, entre os alvos estavam agentes públicos e empresários suspeitos de envolvimento em licitações e negociações irregulares. A investigação foi conduzida pela promotora de justiça Mariana de Azambuja Pires, sob coordenação do procurador de justiça Fábio Costa Pereira, coordenador da PFPO. Também atuaram na apuração os promotores de justiça Carine Busman, Letícia Elzner Pacheco, André Azevedo Coelho e Diego Pese, com apoio de servidores e policiais, além do efetivo da Brigada Militar.






























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